segunda-feira, 31 de maio de 2010

Algumas palavras de revolta - por Tawany, do "Negro"





Eu não sonho,
Na verdade, nem sei o que é isso.
As vezes me pergunto
Se Deus existe mesmo, porque se ele existisse,
Eu não viveria como vivo hoje.

Olho à minha volta
Vejo jovens se acabando em drogas,
Crianças sem ter o que comer.

Políticos canalhas tirando de quem nada tem:
Simplesmente tiram, e fica por isso mesmo.

Ninguém faz nada para isso mudar!
Entristeço ao ver o mundo dessa forma
E não poder tomar nenhuma decisão;
Não poder fazer nada para isso mudar!

Sem saber para onde ir, onde fugir,
Em quem me esconder...

Quero que o sonho que eu não sei sonhar,
Um dia se torne realidade
E que tudo em minha volta seja um paraíso,
Que deixe de ser ilusão.
Cansei de sofrer.
Cansei desse mundo cruel.
Cansei de chorar, cansei de não conseguir dormir,
Cansei de viver... Cansei de tudo isso!

Quero aprender o significado do que é sonhar,
Pois só sonhando consigo me desligar desse
Maldito mundo infernal.

[Tawani - 14 anos - poeta do coletivo - Poetas do Negro]


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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Euber falando sobre arte, periferia, favela e poesia.

Um salve pros parceiros do Rebeliarte. Dia 15 de maio o Euber chegou aqui no "Negro" pra falar um pouco sobre arte independente, poesia e periferia. Das duas horas de conversa, editei um pequeno vídeo que tem muito a ver com a proposta do blog. Vale conferir.


Um abraço!


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domingo, 16 de maio de 2010

Para refletir



achei esta imagem navegando na net, acho que foi esta que o Euber comentou no Rebeliarte.
um abraço a todos.

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sábado, 15 de maio de 2010

Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Creio que esse texto fala um pouco do mundo nosso. Ele foi postado no meu blog "As Lágrimas do Palhaço" e aproveito também para postá-lo aqui, já que tem tudo a ver com o que discutimos no Rebeliarte. Espero que gostem. Samuel Macário


Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Tornara-se homem com dez anos de idade. Teve de ser pai, para sustentar a mãe e os irmãos pequenos. No farol pedia entre os vidros filmados que não se abriam, o sinal ficava verde uma vez mais. Parecia ter esperança? Nem devia.
Depois fora até a igreja, mas não entrara, ficava onde Deus não existia, mãos estendidas, não clamavam, nem oravam, mas pediam, não para Deus, pois Deus estava entre nuvens filmadas e a ele não via, pedia aos homens que lhe cuspiam a cara e crucificavam-no ainda menino.
Depois de tanto pedir e não ter resolveu tomar. Tomar o que lhe pertencia e outrora lhe tomaram: a fé, o sonho, a esperança... empunhando a doze que o seguia, era Pedro que trilhava os caminhos de um destino que o aguardava. Milagres? Não realizou nenhum. Mas multiplicou os pães que faltavam na quebrada onde nasceu, não na manjedoura, mas num esgoto a céu aberto.
Os humildes o idolatravam a elite queria teu sagrado sangue.
Formou gangue depois de um tempo, escolheu doze parceiros para o crime. Até que um dia por trinta contos um traíra o entregou nas mãos da policia. Não o crucificaram. Morreu a balas, uma em cada mão, uma pra cada pé, não lhe colocaram nenhuma coroa de espinhos, ao invés disso deformaram seu rosto pra que não o reconhecessem.
Não ressurgiu ao terceiro dia, mas em cada irmão que bebeu da água do cálice que repartia, renasceu o teu espírito. Certo é que esses também morreram e morrem da mesma forma, mas virão outros. O sinal está verde. Terão eles esperanças? Nem devem.

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sábado, 1 de maio de 2010

Ferréz, arte independente e revolução

"Com a educação, com a arte, com a cultura, você pode conversar, você pode se expressar, pode por um ponto de vista seu, para um patrão, para um chefe ou para um outro empregado. Você pode chegar, em um nível de igual para igual com qualquer um".
Ferréz
Se existe alguém atualmente que está fraturando velhos paradigmas de arte, literatura e sociedade, esse alguém é o escritor Ferréz. Se eu fosse teorizar, ficaria escrevendo páginas para dizer o que o autor de "Capão Pecado" fala em alguns minutos de vídeo. Dou destaque principalmente para a relação que ele faz entre história e classe social. Quem conta a história são os mais ricos, assim, ficamos excluídos de representação. Daí que a arte independente, mambembe, marginal, é uma forma de existirmos enquanto cultura. Isso nada mais é que afirmação, mobilização e luta.
Eis o vídeo.
Algo mais?
Sim.
Ferréz é o cara!

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