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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Deus mercado


A resposta mais imediata ao supremo é o consumo.
O espírito de Deus se encontra em cada objeto à venda
E a redenção máxima, a glória espiritual, é o credicard.

A contemplação absoluta ao shopping center
É a estética possível.
O inútil querer
A alienação máxima da existência
A cevada diária
A ração
E o medo ao ócio.

O trabalho...
A substituição...
A constatação grotesca do nosso menos-valor
O retrato de nossa menos-valia
De nossa cadavérica miséria
Espiritual.

Amém.


[Edu]

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domingo, 18 de abril de 2010

Movimentos de Cultura na Periferia

A esperança movimenta a ação. Querer construir uma sociedade sem esperança talvez tenha sido um dos mais sinistros desígnios da contemporaneidade. A velocidade da tela torna a ação real morosa, quase impossível. Daí a morbidez, a insensibilidade, a falta de zelo pelo ser e pelo mundo.


A arte funciona como uma forma de sabotagem no sistema. Ela nos obriga a sonhar. Toda arte se faz enquanto projeção, e, assim sendo, rompe de algum modo, com o nosso senso de percepção do concreto. Em outras palavras, nos mostra um pouco da nossa medíocre existência.

A arte que nasce nos mais distantes espaços da cidade se constrói enquanto esperança pura. Utopia. E, mais do que qualquer outra forma, a literatura liberta, emancipa e humaniza. Nos mostra que ainda é possível sonhar.

Novos artistas, novos poetas, novos escritores são os novos construtores de um novo amanhã.

Procure se informar sobre os movimentos de cultura periférica.

[Edu - postado inicialmente em http://edukaw.blogspot.com/]

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domingo, 11 de abril de 2010

Poetas do Negro

Fala, gente. Venho para apresentar um coletivo de poetas da Cidade Líder, Zona Leste de São Paulo. Os Poetas do Negro já produzem textos juntos desde o ano passado, mas só agora decidiram invadir o espaço online.


O blogue está no ar desde sexta, e esperamos atualizar constantemente, com muitos poemas novos.
Vistem:
http://poetasdonegro.blogspot.com/

Estamos juntos. Em rede somos mais fortes.

[Edu]

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domingo, 4 de abril de 2010

Professores em Greve!!! Sem educação, literatura é um sonho distante.


Falar em arte sem falar em Educação é difícil. Mais difícil é vivenciar ao caos em que encontramos as escolas Estaduais de São Paulo. Professores humilhados por uma política perversa, mesquinha, que, ao longo de mais de 15 anos de desgoverno (PSDB, é claro), vem lançando os estudantes, filhos de trabalhadores, moradores de periferia, ao mais completo abandono.


Assim, a luta dos Professores da Rede Estadual de ensino é de todos. A Greve busca melhoria de condições de estudo para todos. Apóie a greve. Acompanhe. A luta é contra o governo Serra, os tubarões da mídia (Globo, Folha de São Paulo, Estadão...), contra todos os inimigos da escola pública, gratuita e de qualidade. Com a vitória, quem leva a melhor é o povo, que é dependente da educação pública.

Nas ruas, em busca de maiores conquistas.
Contra as ratazanas do capital.

Pela arte, cultura, educação e literatura.

Tudo em nossas mãos.

[Edu]

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

O que é poesia

Poesia é veneno, é bomba

Artilharia pesada
Que acerta a alma
Não erra
Alcança
Nunca se cansa.

Poesia é alento
É o último recurso
De uma vida sofrida
Marcada

Bomba, veneno, pancada
O poema explode

Não tem hora marcada.


[Eduardo Kawamura]
edukaw@hotmail.com
Twitter: @edukaw
http://edukaw.blogspot.com/

Inalgurando as postagens dos Poetas do Negro, no Rebeliarte.
Em rede somos mais fortes.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Já era tempo!!!

Sempre é tempo de iluminar
Fazer dia a escuridão sem fim
E sonhar
Com os olhos abertos

Sonhar sonhos diurnos.


É isso. Depois de um tempo elaborando novas ações, estou de volta, e, muito, mas muito em breve, com novos poemas e novas notícias.

Um abraço
com muita revolta
e arte.

Edu

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tortura no regime militar por Latuff

O cartunista carioca Carlos Latuff é um dos artistas mais criativos do movimento social. É muito conhecido no mundo, amado pelos lutadores palestinos e odiado pelos chacais do capitalismo mundial. Recentemente postou essa charge sobre a anistia aos torturadores do regime militar. Achei fantástica e decidi compartilhar.
Torturador tem que ser condenado pelos seus crimes.

Pretendo fazer uma postagem só para comentar o trabalho de Latuff mais pra frente, enquanto isso, visitem a galeria de imagens do artista, basta clicar na figura abaixo. Detalhe, aprecie sem moderação.

[Edu]

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Diga não a rede globo.

Salve, manos e minas do Rebeliarte!!!
Leitores e leitoras da revolução!!!

Trago apenas algumas palavras de revolta em relação a máquina do mal, que corrói cérebros, elege canalhas a presidente, leva a juventude ao esvaziamento e a banalidade "malhacionescas", formata pensamentos a partir de novelas toscas e campeonatos de futebol cambalachados.

Revolta mortal a Rede Globo.
Produto da ditadura.
Enquanto camaradas sofriam torturas, eram mortos, sequestrados por militares, o povo recebia receitas de bolo.
Não podemos esquecer esses fatos.
Emissora da direita.
Emissora do capital.

Não há poesia em um mundo de alienação.
Não há poesia com a Rede Globo!

Mais revolta?
Escrivi sobre o BigBrother, é um texto mais pesado, mas não impossível, se quiser se aventurar, está aqui.

Um abraço aos camaradas e às camaradas de revolta!!!
E vida longa ao Rebeliarte.

Rebelião e Arte!!!!

[Edu]

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Luta nas ruas ao som de Vandré

Eis uma gravação que eu fiz já há um tempinho com a Jô e estava meio que enconstada por ai. Trata-se de "Para não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré.
Nós refizemos o arranjo. As guitarras foram gravadas por mim e a voz é dá Jô. Espero que gostem.
Edu



Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré
Composição: Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tenda Literária - Poemas

No fim do ano nós participamos de uma atividade do projeto Tenda Literária, que faz parte do Instituto Paulista de Juventude, que também atua em Guaianases. Naquele dia houve um sarau com a participação do escritor Sacolinha e nós escrevemos alguns poemas. Então, o Vandei postou os textos e as fotos. Quem puder passar para olhar, estão aqui.


Abraço.

Edu

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Por um novo tempo

O ano novo nunca é novo.
A angústia das palavras caladas, permanece.
As dores na alma,
O estalo do chicote,
A morte insana,
Permanecem.

A vontade de mudar
O sentimento rato.
O esgoto vivo
Tudo permanece.

O ano não muda
não vejo razão para festa
em um recomeço falso.
O tempo é a dimensão eterna
do nada
sem o esforço consciente.

Que não leve uma vida a mudança

Que leve seja a vida, com a mudança.

(Que tenhamos motivos reais para comemorar. Que o novo não seja a contraditória permanência do mesmo. Que a felicidade venha, e seja vermelha. Que seja de todos. E quando vier, se espalhe por todos os cantos do mundo proclamando um novo tempo. E que, ai sim, o céu se ilumine, e seja alimento para almas, ideias e esperanças)

edukaw@hotmail.com
Twitter: @edukaw
http://edukaw.blogspot.com/

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ferréz- Ninguém é inocente em São Paulo


Ninguém é inocente em São Paulo.

Ferréz é um escritor que eu admiro. Não apenas pela luta que realiza ao lado dos oprimidos, mas também pela qualidade de seus escritos. Apesar de se apresentar como romancista, autor dos ótimos “Capão Pecado” e "Manual Prático do Ódio”, tem demonstrado grande talento para narrativas curtas, divulgadas em diversos meios de mídia, dos quais, o que vale citação, Caros Amigos. Esse livro peguei emprestado na biblioteca da FFLCH/USP, o que pode ter um significado positivo: Ferréz já está catalogado nos acervos da conservadora Univesidade de São Paulo, a elite ta lendo e estudando escritores da periferia.

Em Ninguém é inocente em São Paulo a periferia de São Paulo é apresentada nua e crua. No entanto isso não retira o bom humor de várias situações, como no conto “No Vaga”, em que dois trabalhadores desempregados dialogam sobre as enganações sofridas na tentativa de conseguir um emprego, batendo sempre nas vagas de vendas de seguro, planos dentários e outras robalheiras que se apresentam como esperança aos desesperados inocentes. Em “Buba e o muro social” a vida de um cão burguês é transformada quando seu dono, viciado em cocaína o utiliza para pagar dívida com o tráfico. Pela visão do narrador/cachorro temos um retrato da periferia, comparada com a vida sem sentido, do ser enjaulado no apartamento, sem perspectivas, amigos ou liberdade.

O que se sobressai do livro não é a violência, mas a crítica social, com um peso muito grande na esperança e no humanismo. Livro altamente recomendado, para qualquer situação e qualquer leitor.

Boa fonte de referência para a galera que procura algo sobre a verdadeira Literatura Marginal.

Fica a dica, do seu crítico literário da quebrada, para o Rebeliarte.

Edu

edukaw@hotmail.com

twitter.com/edukaw

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Poesia, política e resistência

Eu acredito na construção de uma nova sociedade. Acredito no resgate dos valores humanos. Acredito que o ser é mais importante que o ter. Acredito que a literatura é uma arma contra a alienação imposta pela sociedade contemporânea.

Tenho escrito alguns poemas, algo não comum. Sou teórico, estudo literatura, atuo nos movimentos da esquerda política. Mas agora escrevo poemas, também.
Vou postar um que eu publiquei na primeira coletânea do Rebeliarte. Trata de utopia, necessária, e revolução, obrigatória.

Revolução

Uma revolução não se faz só com armas
É preciso também coração.
O gosto amargo do meu poema político
É a bile do homem-máquina aprisionado em seu tempo.

Corro as unhas por sobre minha face plastificada,
Não sinto dor nem medo.

Cercas elétricas separam o escravo exausto do homem faminto.

Caminho descalço por entre vielas e becos,
Me misturo aos condenados da terra para uma nova jornada
Ao encontro da dignidade humana
e da paz universal

edukaw@hotmail.com
twitter.com/edukaw

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Literatura e periferia, para lembrar

Segue abaixo um vídeo com algumas imagens e gravações que nós fizemos no
início do projeto. Para quem não lembra, foi um sarau sobre literatura e periferia que aconteceu em agosto deste ano.
A música é do Milton Nascimento, chama-se "Menestrel das Alagoas".
O arranjo eu fiz com a Jô.
Abraço.
edukaw@hotmail.com
twitter.com/edukaw

Menestrel das Alagoas

Milton Nascimento

Quem é esse viajante
Quem é esse menestrel
Que espalha esperança
E transforma sal em mel?
Quem é esse saltimbanco
Falando em rebelião
Como quem fala de amores
Para a moça do portão?
Quem é esse que penetra
No fundo do pantanal
Como quem vai manhãzinha
Buscar fruta no quintal?
Quem é esse que conhece
Alagoas e Gerais
E fala a língua do povo
Como ninguém fala mais?
Quem é esse?
De quem essa ira santa
Essa saúde civil
Que tocando a ferida
Redescobre o Brasil?
Quem é esse peregrino
Que caminha sem parar?
Quem é esse meu poeta
Que ninguém pode calar?
Quem é esse?

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Só Marx salva

Só Marx salva

Miséria, fome, exploração
doenças, mea culpa, enganação
nas veredas dessa vida, não há água?
Não insista, leia, instrua-se,
atenção:

Muitos gritos no trabalho todo dia
refazer o que foi feito e novamente
repetir para aumentar o que já fiz
patrão, é dono e também juiz
o salário é a esmola permanente.

Na vergonha, no desprezo e na doença
o abandono do Estado na velhice
produzir o que lhe mandam,
“não lhes disse?”,
é a sina de quem nasce sem pertença.

Mas a vida do operário não termina
com a desgraça violenta da opressão
se entende que uma guerra se organiza
trabalho forçado, é o que precisa,
todo dono, todo senhor,
todo patrão.

A revolta incendeia a resistência
sem correntes, sem amarras, sem porretes
nova ordem, é a hora da vingança
é vermelho o som da esperança
agradável a social independência.

(Edu - edukaw@hotmail.com)

Tô tomando gosto - dá-lhes poemas revolucionários!!!

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Participe do Sarau!!!!




É isso ai, venha conhecer mais de perto nosso trabalho. Se tiver poemas guardados, traga. Se tiver algum poema que você goste, venha compartilhar conosco. Ou apenas venha assistir, quem sabe você não saia inspirado a compor seus próprios textos. São todos bem vindos aqui.

Rebeliarte é de todos e está em todo lugar.

Endereço:

Para dar uma esquentada, fiquem com um poema do Ferreira Gullar que o Samuel escolheu e acabou ficando fora do panfleto.
(Edu - edukaw@hotmail.com)


Subversiva

A poesia
quando chega
não respeita nada.
Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
de qualquer de seus abismos
desconhece o Estado e a Sociedade Civil
infringe o Código de Águas
relincha
como puta
nova
em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois
reconsidera: beija
nos olhos os que ganham mal
embala no colo
os que têm sede de felicidade
e de justiça

E promete incendiar o país

(Ferreira Gullar)

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um poema da margem esquerda.

Novos tempos

A soprar novos ares à esquerda
imortais lembranças de outrora
meus herois, que tombaram na alameda
aguardam ao tempo da desforra.

Sorriem hienas descaradas
em seus ternos-engomados-competentes
à pobreza, lançam sobras esbanjadas
escarram no mendigo, no carente.

Ilustres construtores da opressão
mestres da mentira original
o que gera a riqueza é a miséria
a consciência é o que derrota o capital.

Bem vivos estão em minha gente
Che Guevara, Marighella, Lampião,
Conselheiro no arraial valente
Zumbi, o orgulho da nação.

A vitória aguarda alegremente
a coragem dos filhos do cansaço
seremos povo livre-independente
se olharmos para adiante no espaço.

Então custa a nós mesmos refazer
o trabalho de nossos ilustres sonhadores
para uma vida de ódio, o prazer
de sermos nós libertadores.

(Edu)

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma nova voz da periferia - Andressa dos Santos

Poucos são os que ousam falar alto. Poucos são os que têm olhos e coragem para enxergar a realidade em que vivem. Eu vou apresentar a vocês alguém que desafiou o silêncio e, por meio da poesia, vem falando da vida, da existência e da exclusão social.

Essa jovem poeta mora na Cidade Líder e vem produzindo bons textos já há algum tempo. Apreciadora de Literatura Marginal, lê Ferréz, Sacolinha, Akins, fora outros escritores, conhecidos do grande público ou não. É uma das lideranças de um movimento literário escolar e pela forma como vem produzindo, merece um lugar entre os "rebelados da arte". Bem vinda ao Rebeliarte.

A voz da periferia clama por mudança

A vida me pregou
mais um dessa, por essa
não pude esperar.
Tudo que sonhei desmoronou.

Há anos que vivo em cavernas
e ninguém nunca notou.
Sorriso que vem com a dor.
Desespero, choro, lágrima e emoção
que dominava a todos da comunidade.
Escutar gritos de socorro é comum;
não sei se dá pra confiar em minha própria sombra.

Queria poder acreditar em papai noel,
duendes e fada madrinha.
A única pessoa em quem eu acredito
e que não é capaz de me trair é Deus,
pois nele acredito.

Pessoas que moram em Copacabana, Morumbi
acham que o mendigo, o pobre que mora em uma favela
não seria capaz de morar onde eles estão.
Pois fiquem sabendo vocês que nos somos pobres
mas ricos de coração e alma.
Pois o que vocês pensam ou deixam de pensar,
só Deus, naquele grande dia, irá julgar.

Se inveja matasse, quantas
pessoas iriam morrer de desgosto.
Novamente a voz da periferia clama mudança.
Mudança para melhorar não só de vida,
mas de lugar.

Acho que faltam várias coisas neste mundo:
a esperança de renascer de novo.
Vivo em conflito com o tempo
porque perdi horas e horas
tentando achar a solução para mudar o mundo.
Até que ponto isso vai chegar?

O maconheiro, com sua maconha
pede ajuda para sobreviver.
Os moradores em desespero, ajudam.
Na periferia é um ajudando o outro.

Prefeitos, polícia. Eles não são mestres.
Onde eles estão nesta hora em que a periferia clama mudança?
Acho que nem tudo que brilha é ouro,
pois é a vida de todos que está em jogo.

Joia rara, isto que nós somos.
Dinheiro, inveja, pobreza, morte, arrepio na alma.

Todos que estão nesta vida vão triunfar
apenas coloque sua fé
em prática.

Andressa dos Santos

(Andressa tem 13 anos, estuda na rede municipal e é poeta)

(Edu)

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tenda Literária nº 5

No dia 15/11 nós estivemos na atividade que fechou a Semana de Arte Maloqueira, a Tenda Literária. Foi bacana, contou com a presença do escritor Sacolinha, sarau, dança afro e muita conversa. Aproveitei a foto e fiz um vídeo, minha nova diversão... hehehe
Detalhe, o blogue do projeto Tenda Literária:
Estamos juntos.

A música chama-se "Grândola Vila Morena". Ficou para a história por ter sido a senha para o início da Revolução dos Cravos, em Portugal, que pôs fim ao período de ditadura política, que vigorava desde os tempos no tirano Salazar. Eu acho a letra linda.
Abraço.
(Edu)

No caso, eu gravei as guitarras e a Jô cantou. Quem quiser cantar junto:

Grândola Vila Morena

Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade



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domingo, 22 de novembro de 2009

Dia da consciência negra - rebeliarte



Esse fim de semana foi cabuloso. Dia 20 de novembro, na sexta, houve participação do Espaço Cultural Carlos Marighella, com o grupo de percussão e o pessoal do Rebeliarte, no ato do Largo do Paissandu. Eu e a Jô panfletamos, com um informe do Rebeliarte mais um poema do Solano Trindade. O Fábio, o Anderson, a Gabriela, o Serginho e o Miqueias estiveram tocando o tempo todo com o pessoal da percursão. Além da importância política, pois o ato envolveu as principais correntes da luta organizada contra a opressão da classe trabalhadora, tivemos a chance de compartilhar um dia juntos. Espero que este tenha sido o primeiro de muitos encontros. E que o pessoal da percussão venha aos nossos encontros de arte e literatura.
Por uma sociedade sem discriminação, sem opressão e sem pobreza.
(Edu)

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