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sábado, 15 de maio de 2010

Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Creio que esse texto fala um pouco do mundo nosso. Ele foi postado no meu blog "As Lágrimas do Palhaço" e aproveito também para postá-lo aqui, já que tem tudo a ver com o que discutimos no Rebeliarte. Espero que gostem. Samuel Macário


Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Tornara-se homem com dez anos de idade. Teve de ser pai, para sustentar a mãe e os irmãos pequenos. No farol pedia entre os vidros filmados que não se abriam, o sinal ficava verde uma vez mais. Parecia ter esperança? Nem devia.
Depois fora até a igreja, mas não entrara, ficava onde Deus não existia, mãos estendidas, não clamavam, nem oravam, mas pediam, não para Deus, pois Deus estava entre nuvens filmadas e a ele não via, pedia aos homens que lhe cuspiam a cara e crucificavam-no ainda menino.
Depois de tanto pedir e não ter resolveu tomar. Tomar o que lhe pertencia e outrora lhe tomaram: a fé, o sonho, a esperança... empunhando a doze que o seguia, era Pedro que trilhava os caminhos de um destino que o aguardava. Milagres? Não realizou nenhum. Mas multiplicou os pães que faltavam na quebrada onde nasceu, não na manjedoura, mas num esgoto a céu aberto.
Os humildes o idolatravam a elite queria teu sagrado sangue.
Formou gangue depois de um tempo, escolheu doze parceiros para o crime. Até que um dia por trinta contos um traíra o entregou nas mãos da policia. Não o crucificaram. Morreu a balas, uma em cada mão, uma pra cada pé, não lhe colocaram nenhuma coroa de espinhos, ao invés disso deformaram seu rosto pra que não o reconhecessem.
Não ressurgiu ao terceiro dia, mas em cada irmão que bebeu da água do cálice que repartia, renasceu o teu espírito. Certo é que esses também morreram e morrem da mesma forma, mas virão outros. O sinal está verde. Terão eles esperanças? Nem devem.

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

O que é Literatura?

Essa foi a pergunta que abriu o trabalho do REBELIARTE neste ano. A literatura é para nós? Nós da Periferia? Fomos feitos pra literatura?
Perguntas no ar pra pensar e se discutir. O documentário de Ferréz respondeu, Ela não foi feita para nós, mas vamos buscá-la, tomá-la. Agimos com e para Literatura e para seu Universo e a queremos, não a queremos mais como privilégios de alguns, queremos como semente nossa, plantada em infértil concreto, mas possívelmente a árvore mais resistente e bela, com os frutos mais doces e a folhagens mais vivas.
Vamos agir e ousar, pois, a literatura também é toda nossa. Nossa voz será rugido e vento da tempestade.
Sejam bem-vindos novas caras ao REBELIARTE, aqui a poesia não é só dita ou escrita, ela é clamor, é sentimento, é sangue, é vida. Aqui ela acontece, não é arte por arte, é arte por um Mundo. Aqui a poesia ousa no coração e na alma. Samuel Macário.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

O MALABARISTA

Ao lançar meus sonhos Acima
A esperar agarrá-los e lançar de novo,
Vejo-os espatifar em concreto e rima
E quebrar-se como se quebrasse um ovo.

Vejo-os quicar no Asfalto
De cara como quem cai,
Os que dançavam lá no Alto.
Vejo o malabares que vai

E volta pesado em minhas mãos
E segura-los não posso mais,
Passando entre meus braços e os vãos
Da minha Alma fraca demais.

E nos faróis a quem iludia,
Sinto-me mais ludibriado ainda
Pelos meus fracassos de noite e dia.
Vejo então que o número se finda.


(Samuel Macário; In: As Lágrimas do Palhaço. Setembro de 2009)

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Provérbio do Improviso

(a Euber Fernando Ferrari, Bê)

Esgoto
Ex-gota que flui o gosto da vida,
Esgotada
Ex-gota da mesma via, via lago

No largo aperto do coração, mais
Perto do
Esgoto, onde jogo fora
Tudo que não gosto,
resíduos de gesto
indigesto.

Da boca que comeu solta o palavrão
E o resto
Que vai pelo ralo é tóxica ilusão.

No Esgoto
Toda minha alma gasta
Vira poça sem que
possa resistir à tentação

De se sujar com mais um poema
imundo
E nesse dilema do mundo
me inundo
Da cura que acho
no facho
Da pura contradição.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

A MÁFIA DAS GRANDES UNIVERSIDADES

Passou-se o ensino médio e o sonho de muitos jovens é o ingresso numa universidade. Poder finalmente escolher a carreira e seguir e se satisfazer pessoalmente, certo, nada de mal nisso, porém, o jovem encontra alguns obstáculos do meio do caminho.

O primeiro grande desafio será exatamente pra jovens que não tiveram acesso a um bom ensino, ou seja o ensino particular, que é o ensino que visa o maior vestibular do Brasil a Fuvest, ensino esse que é de pequeno acesso, somente aos filhos de um grupo de elite.

Já que citei o grande vestibular da Fuvest, que é um vestibular dificili-mo, que abrange nove obras literárias, e pouco menos de 100 questões de todas as matérias escolares, mas com um grau elevado de dificuldade, impossibilitando alunos de escolas públicas, já que a grande maioria não tem a mínima ideia de como tal questão pode ser resolvida, já que eles não foram preparados para tal vestibular. Ou será que o vestibular não foi preparado para eles? Estranho. A USP é uma universidade pública então por que só os filhos dos patrões tem acesso a ela? O curso de medicina por exemplo é um sonho que só os filhos da elite podem ter, além do curso ser integral, a nota de corte para o ingresso no curso é altíssima.
Por que a USP quer somente os filhos dos patrões? Os que sempre tem tudo?

O jovem então que toma "bomba" na Fuvest vai ter que recorrer ao ensino particular. Justo? Vai procurar as "Uniletrinhas" ou "Unidisciplininhas", além do que vão se tornar produto nas mãos dessas que cobrarão absurdamente, já que há um reajuste todo ano no valor da mensalidade. E por que o dinheiro dos pobres interessa à essas Universidades?

Muitas perguntas sem resposta, provando uma imensa injustiça no sistema educacional de nosso país. Os ricos não pagam e os pobres sempre pagam pelos ricos.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EMPRESA DO RISO

O profissional palhaço
deve comercializar o riso.
(pinga uma lágrima no piso).

O funcionário palhaço
como outros, faz hora extra,
utiliza da esquerda se inútil a destra.

O empresário do espaço
do circo vendido e triste,
Prostituído e com retocolite.

O engraçado palhaço
Hoje já não mais insiste
Persiste com todos os risos do fracasso.

(In: Lágrimas do Palhaço; Samuel Macário - Setembro de 2009)

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sábado, 23 de janeiro de 2010

As páginas da História




O papel que é branco
alva estrela de paz
luminosa flor no céu,
Cintila radiante meteorito
como um copo de leite
que doce fosse meu néctar
essa folha sem sombra.

No Alvorecer
Aparece a mão esquerda
que com a cor de Zumbi
e as armas de Marighella
escrevem as primeiras letras
No caderno
Com Sangue.
Em rubro tinge-se o papel.

Sangue de Guevara
Sangue dos que caíram
Sangue de Inocentes
Sangue na Bandeira.
Sangue da História

E a memória tinge folhas
de um livro com sangue.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sophia de Mello Breyner Andressen


CHE GUEVARA

Contra ti se ergueu a prudência dos inteligentes e o arrojo dos patetas
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra

De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas

Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"


Sophia de Mello Breyner Andresen é uma poetisa e contista portuguesa, uma das mais importantes da história da língua portuguesa, e uma das mais importantes vozes femininas da poesia. Foi a primeira mulher a receber o prêmio Camões.

Vale a pena conferir sua grande obra indico aqui os "POEMAS ESCOLHIDOS" que conta com uma organização de poemas da autora feita por Vilma Arêas que é professora da Universidade Estadual de Campinas e autora.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

REGRESSO!!!

Fala galera! Finalmente meu pc foi arrumado e posso postar novamente.

Sei que to postando meio tarde no meu novo dia, mas o computador só ficou pronto agora.

Escrevo com grande satisfação em dizer que esse ano de 2010 vai vir com mais ousadia mais arte mais rebelião e mais literatura.

Nossa reunião de hoje já marcou a data do retorno das atividades do centro cultural Carlos Marighella para 20/02/2010, já para discutirmos sobre literatura e literatura marginal.

Esse ano promete mais ousadia e mais lindos poemas e mais grandes arte e conquistas pela frente, rumo à revolução!!! ou pelo menos um passo dela.

Um abraço para todos que ousam nesse mundo cheio de barreiras.

té + (Samuel Macário sam.macario@gmail.com)

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Receita para uma revolução!!!

Ingredientes, pessoas que acreditam na mudança e que lutam por ela, que tem esperança e não se conformam com o que está acontecendo. arte. literatura. Uma pitada dos livros dos maiores autores da história. Um microfone. Um espaço com gente que está na luta.

Misture tudo e fazemos um sarau histórico no dia 19/12/2009.

E aí vem gente com todo tipo de armamento pesado, do marginal, do rap, do afro, do erudito, do rock, foi uma mistura de tudo isso, de Sergio Vaz a Brecht, do mangue ao Olimpo. O espaço ficou pequeno pra tanta arte, pra tanta bala-poema, provavelmente seriamos pegos por porte ilegal e armamento pesado, tanta foi nossa munição poética.

O rebeliarte mostrou a face da ousadia, com a antologia dos poetas da periferia mostrou o calibre da bala e segurou o gatilho, disparando-o aos poucos em cada um que chegava, estes levantavam e ,também bem armados, disparavam, com mira certa, a queima roupa.

Morria então todo um mundo opressivo e devorador,
Nascia o sonho e a libertação, a arte e a revolução!

É com grande alegria e satisfação que celebramos nossa conquista, nossas guerras travadas, batalhas ganhas, e nossa ousadia.

O ano está acabando, mas a revolução começando. O REBELIARTE está aí para lutar e combater, com armas munidas e calibradas na mira só para disparar.

Foi muito bom ousar com vocês neste ano, mas ano que vem tem mais, pois a luta e sonho continuam.

Preparem e carreguem suas armas para 2010.

Um abraço a todos que ousaram conosco. Samuel Macário.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

EDUCAÇÃO E MILITÂNCIA

Hoje acordei com espírito de Gramsci, Emília Ferreiro, Freinet, Paulo Freire.
Vi hoje, e todos os dias, de tempos para cá, que o sonho de se construir um mundo com uma grande educação é possível.
Talvez hoje muita gente me diga que sou louco por querer ser professor, ainda mais de português, dizem frases do tipo "faça uma coisa que dá dinheiro", "faça medicina ou direito", gente vil e suja essa, o que os olhos olham é somente a cobiça, o auto-engrandecer do próprio ego, permitam-me a redundância, olham somente para seus bolsos, e querem que sejamos iguais. Mas eu acredito, e talvez eu seja sonhador demais, acredito na educação, que podemos fazer uma educação diferente, não uma que passe no vestibular, mas uma que construa o cidadão, que luta, que sonha, que não vive preso ao sistema, mas se rebela contra ele, acredito da educação como militância, assim como Marcos Bagno.
É preciso que se dê mais valor ao professor e ao ensino, se isso um dia acabar, não existirá mais médico, pois, o médico passa por nossas mãos antes de tornar-se médico, nem haverá mais advogados, pois, eles antes precisam aprender com esse ser desprezado que tem em seu poder lousa e giz.
REBELIARTE, que acredita na ousadia, acredita também que se pode fazer um mundo melhor através da educação, pois, educar já é ousar.
Não sei se pude exprimir com essas poucas e rudes palavras meu sonho e minha luta. Mas digo que essa é minha estrada, rumo a fazer crescer novas pessoas que rumem nessa rota e que lutem, e que sonhem, e que não acreditem nisso que anda errado, mas possam gritar o ideal de um novo amanhã.

Um abraço a todos, e vamos sempre, através de nossos ideais, ousar!!!! (Samuel Macário sam.macario@gmail.com)

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TRAPÉZIO

Tava na hora de postar esse poema, que foi um dos primeiros a ser lido nos encontros. Esse poema é um retrato do artista que se vê frustrado acima do trapézio e começa a cair, a queda é tão alta e forte, que nesse cair surge um poema, talvez o último de sua existência como artista. Retrata bem um dos meus temas favoritos que é o circo, além dessa arte cheia de escuridade e tragédia. recomendo ai a vcs que entrem no meu blog, que é exatamente voltado para a produção poética e sempre tratando do tema circence (um circo meio obscuro...rsrs). ta ai o link:

http://fluoxetinaprapalhaco.blogspot.com/




TRAPÉZIO

Em silêncio a platéia espera.
Em três quedas o palco partiu-se
O trapézio que segurava não era
Tão forte quanto o destino disse.

Acima de todos cai a primeira
Do alto ao olhar o redor a seguinte veio
Então às quedas a alma se rendera
E enquanto caía ainda naquele meio

Veio então chegando a queda maior,
O chão chamava para o desfecho,
E caindo olhava o esplendor ao redor
Num grande portão sem trinco e fêcho.

O chão puxava uma queda que não achava o chão,
O tamanho do tombo foi tão grande e feio
Que antes de cair já não existia vestígio do coração,
Então com a última queda deixou-o tão cheio,

Seu barulho como de um trovão estilhaçado
Um terremoto nesse momento treme o chão.
Em trevas cobriu-se um barulho por todo lado,
A alma caída, o corpo que dorme em vão.

Em vão o rosto olha ensangüentado,
Os olhos sem expressão, boca muda não dizia
Depois disso de repente as luzes do
Circo apagaram, de repente a platéia silencia.



Um abraço a todos que tem ousadia. Samuel Macário.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Em homenagem ao dia da Consciência Negra

Em homenagem ao dia da consciência negra, vai o poema:




Consciência Negra
Sou a alma que ontem nasceu no mundo.
Sou filha da África,
Dos olhos de pérolas,
Do sorriso de marfim,
Dos sons dos atabaques em noite de luar,
Da roda de capoeira,
Do jongo ao maculelê.

Sou da raça que irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana,
De vida apesar de tanta dor.

Dos canaviais e senzalas,
Das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.

Podem tirar a minha vida,
Menos o direito de sonhar,
De ter esperança...
De lutar por dignidade e respeito,
Nem que seja em grito mudo,
Clamando por igualdade e justiça,
E de acreditar num amanhã melhor.
Consciência Negra
Sou a alma que ontem nasceu no mundo.
Sou filha da África,
Dos olhos de pérolas,
Do sorriso de marfim,
Dos sons dos atabaques em noite de luar,
Da roda de capoeira,
Do jongo ao maculelê.

Sou da raça que irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana,
De vida apesar de tanta dor.

Dos canaviais e senzalas,
Das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.

Podem tirar a minha vida,
Menos o direito de sonhar,
De ter esperança...
De lutar por dignidade e respeito,
Nem que seja em grito mudo,
Clamando por igualdade e justiça,
E de acreditar num amanhã melhor.


(Sarah Janaína Leibovitch)



Um abraços a todos os cheios de sonhos e ousadia que lutam pela liberdade.
(Samuel Macário - sam.macario@gmail.com)

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dois poemas sobre o nosso circo real!

Fala gente to postando ai dois poemas, que estarão no meu livro em breve, e falam sobre essa coisa de ter que se mascarar todo dia, no mundo de hj o riso daquele palhaço pode ser uma dor bem lá no fundo daquele ser, porém somos obrigados a disfarçar nossos descontentamentos com as coisas erradas que andam acontecendo por ai.
Confiram ai e digam o que acharam

abraços, Samuel Macário

PALHAÇO-HOMEM

O palhaço que nasceu num circo
Mas num circo onde não se ri.
Um palhaço arrancado pelo bisturi
Sempre foi a gargalhada do rico.

O palhaço mais triste que já vi
Tendo no momento de mágoa seu pico,
Ausentando de si a cor do Colibri.
O palhaço no palco sempre pagava mico,

E sempre caía na hora que não podia.
Uma vez que fazia número principal,
Foi a piada contada no meio dia.
Quando para construir o circo foi preciso cal

Trouxe areia e a areia foi descendo
E o tempo devorando o espaço
E devorando o homem que ainda nascendo
Já pintava em si a grande máscara do Palhaço.



O PALHAÇO DE NEGRO

Toda vez que o circo vinha
Era um sorriso que puxava o da criança
E ela da outra que atrás caminha.
Quando chegava o circo pintava uma esperança

Que então gritada nascia.
O circo com carros, festas e alegoria
A avenida em cores descia,
Amanhecido o rosto menino ria.

De repente notou-se o estranho
Havia uma jaula escura e fria
Uma jaula de grade de estanho
E nele cheia d'água uma bacia,

Não chovera aquele dia,
Mas visível aparecia um rosto mal pintado,
Olheiras negras que a lágrima já dizia,
Talvez esse seja o palhaço errado.

25-09-2009 Samuel Macário



Abraços a todos. Samuel Macário (sam.macario@gmail.com)

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

To sem criatividade pra postar mas taí um poema do Manuel Bandeira grande poeta brasileiro que revolucionou o campo da arte na semana de 22 juntamente com Mario de Andrade e Oswald de Andrade. Esse poema é pra ficar na cabeça.

Poética
(Manuel Bandeira)

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.


Abraços pra todos vcs. Salve Marighella. (Samuel Macário)

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SEQUESTRANDO LEITORES!!!!!!

faz um tempo que não posto nada, explico que andei esses dias meio pra baixo e entristecido com tudo que anda acontecendo... Mas isso é p outra conversa.

Carlos Marighella completa 40 anos de aniversário pelo seu falecimento, porém, ainda é vivo em nosso peito e nossas idéias. A mídia não lembrou da história de luta desse grande homem, nem seus poemas, nem seu rosto, nem seu nome, mas ele está eternizado em nós por todas as idéias, por toda luta que travou e o legado que deixou para nós, as armas que nos deixou para combatermos.

Obrigado por tudo grande Marighella.

A nossa idéia é a Ousadia. É hora de tomarmos medidas maiores, é hora de partirmos para um combate para que peguemos o inimigo desprevinido. É hora de fazermos sequestros, sequestros com nossos leitores, irmos até ele e o assaltar com arte, traficar poesia e depois fazemos um sequestro com o leitor, algo que mudará a vida dele, e assim ele viverá no nosso cativeiro livre e voltará para provar da liberdade. Vamos às ruas ousar, sequestrar com nossa arte, o momento é crítico e devemos tomar essa medidas. Vamos Ousar meu povo. Um grande abraço a vcs. Fiquem com mais uma das minhas tentativas de poemas:



ACIDENTE

A via
No havia.
Te encontrava
E não te via.

Toda magia
De uma palavra:
Degradada,
Debruçada,
Atropelada
Na via.
Não mais havia.

Talvez não com olhos.

Talvez com boca
E palavra oca.

Sim, te via
Andar na calçada,
Todavia,
Desvia.
Tão longe do corpo
Da palavra estirada.

Que havia
Somente enquanto te via.

(Samuel Macário)




Um abraço galera. Fiquem com Deus.

(Samuel Macário - sam.macario@gmail.com)

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dia 04 de novembro " 40 anos da morte de Carlos Marighella "


" Um homem não desaparece com sua morte. Ao contrário, pode crescer depois dela, engrandecer-se com ela e revelar sua verdadeira estátua à distância." Florestan Fernandes, sobre Carlos marighella



Hoje quem pôde foi ao local do assasinato do Carlos Marighella em homenagem aos 40 anos de sua morte.. é claro que a TV ou qualquer outro meio de comunicação não fez nenhum esforço para comemorar esses dia ou menciona-l0.
Lembra-lo nesse dia e saber por qual motivo foi morto, é faze lo renascer um pouquinho cada dia, dentro de nós, isso fará realizarmos um sonho muito antigo que muitos não estarão aqui para vê-lo realizado.


Liberdade

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome"

São Paulo, Presídio Especial, 1939

poema de Carlos marighella.


(JÔ)

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dedicado a Carlos Marighella...

Eis o poema dedicado ao nosso grande lutador, um dos maiores nomes na luta contra ditadura, e um símbolo de luta na nossa luta de hoje. Em homenagem aos 40 anos de sua morte que se comemora no proximo dia 4/11, eis o poema lido na tarde do dia 24/10/2009

Luta
(a Carlos Marighella)

No campo travo luta real
Com armas, socos, pedra e caneta.
Luto diferentemente pelo sonho do igual,
Sonho onde não haja sangue e sarjeta.

Sonho com um verso - Rápido Cometa.
E mesmo que venham eles como vendaval
Munidos de fardas e escopeta,
Estarei pronto ao tiro. Meu poema leal

Não foge ao combate, valoroso guerrilheiro
Com palavras, munição infinita na luta,
E mesmo que infinita também a disputa

Meu sangue e verso se entregará inteiro.
Lutarei para provar da minha própria fruta,
Para um dia berrar alto e forte meu verso Brasileiro.

(Samuel Macário)

Abraços a todos.

(Samuel Macário - sam.macario@gmail.com)

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jefferson Santana!!! Sente o drama desse poeta da zona sul!

NO RESTAURANTE

Um americano
Na mesa se enfartando.
Um italiano
Comia conversando.
Um português
Nada entendia,
Enquanto um francês
Um vinho bebia
Para o inglês que sorria
Do russo fumando charuto
Com a vodka que engolia.
Um alemão sem assunto
Se enchia de cerveja.
Um brasileiro com sua bandeja
Apenas servindo,
Fingia estar sorrindo.

(Jefferson Santana)

Esse é um cara que conheci no curso de Letras, hj amigo meu e já se tornou um dos meus poetas favoritos. Peço desculpas a ele, pois, não pedi permissão para postar esse poema, mas eu preciso falar desse cara, que além de grande amigo é também grandioso na literatura.
O cara cresceu na periferia como a gente, precisamente na zona sul, Jd Angêla, acho que o bairro é esse né, se não for peço pra que o próprio corrija. rsrs... Eu to na sede pra levar esse muleke pro Marighella, infelizmente pra ele tá corrido, mto trampo, mas tenho certeza que ele já é parte de nós, e qualquer dia aí vai nos prestigiar com seus gradiosos textos. De resto estou indicando o cara que além de meu amigo é fera na literatura e grande principalmente na nossa literatura marginal e engajada. Um abraço a ele e a todos ai.

Lembrando que amanhã dia 24/10 a partir das 15:00 temos nosso encontro, nossa luta continua amanhã, é assim mesmo, vamos construir nosso mundo com arte e ousadia. Um abraço.
(Samuel Macário)

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Guerreiros Somos!!!!

Uma luta que travamos, uma luta em que palavras são lâminas ou tiros, entenda vc como quiser.
Contra quem? A favor de quem?
Lutamos contra a tirânia, a opressão, o que nos desmotiva, contra a desigualdade, contra a manipulação do nosso sustento, de nossos familiares, de nossa arte, de nossas vidas. Lutamos contra essa sub-vida que levamos dependendo do patrão para por feijão no nosso prato, essa sub-arte vendida como corpo q se expõe nas ruas, é contra isso q lutamos.
Lutamos em favor da causa de quem luta por uma vida digna, por quem trampa o dia todo para pôr alimento na mesa para o filho, lutamos pelo palhaço que quando tira a maquiagem e o nariz vermelho e descalça as risadas se veste de lágrimas, lutamos pelo grito que está preso na arte, como uma pássaro no alçapão, mas logo escapará liberto. Lutamos por vcs filhos e filhas do Brasil que ainda sonham e continuarão sonhando e buscando. Luamos por vcs que ousam sonhar e ousam fazer arte e ousam acreditar e ousam fazer diferença para que o mundo seja mais igual.

Vejam esse poema de Carlos Drummondo de Andrade.

http://letras.terra.com.br/carlos-drummond-de-andrade/818514/



Hoje meu post vai ser apenas esse texto. Lembrando q dia 24/10/2009 a partir das 15:00 temos nosso encontro com mta arte e revolução. Espero vcs lá minha gente. Fmz abraços e até lá. (Samuel Macário)

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