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sábado, 20 de fevereiro de 2010

O que é Literatura?

Essa foi a pergunta que abriu o trabalho do REBELIARTE neste ano. A literatura é para nós? Nós da Periferia? Fomos feitos pra literatura?
Perguntas no ar pra pensar e se discutir. O documentário de Ferréz respondeu, Ela não foi feita para nós, mas vamos buscá-la, tomá-la. Agimos com e para Literatura e para seu Universo e a queremos, não a queremos mais como privilégios de alguns, queremos como semente nossa, plantada em infértil concreto, mas possívelmente a árvore mais resistente e bela, com os frutos mais doces e a folhagens mais vivas.
Vamos agir e ousar, pois, a literatura também é toda nossa. Nossa voz será rugido e vento da tempestade.
Sejam bem-vindos novas caras ao REBELIARTE, aqui a poesia não é só dita ou escrita, ela é clamor, é sentimento, é sangue, é vida. Aqui ela acontece, não é arte por arte, é arte por um Mundo. Aqui a poesia ousa no coração e na alma. Samuel Macário.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

REGRESSO!!!

Fala galera! Finalmente meu pc foi arrumado e posso postar novamente.

Sei que to postando meio tarde no meu novo dia, mas o computador só ficou pronto agora.

Escrevo com grande satisfação em dizer que esse ano de 2010 vai vir com mais ousadia mais arte mais rebelião e mais literatura.

Nossa reunião de hoje já marcou a data do retorno das atividades do centro cultural Carlos Marighella para 20/02/2010, já para discutirmos sobre literatura e literatura marginal.

Esse ano promete mais ousadia e mais lindos poemas e mais grandes arte e conquistas pela frente, rumo à revolução!!! ou pelo menos um passo dela.

Um abraço para todos que ousam nesse mundo cheio de barreiras.

té + (Samuel Macário sam.macario@gmail.com)

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Receita para uma revolução!!!

Ingredientes, pessoas que acreditam na mudança e que lutam por ela, que tem esperança e não se conformam com o que está acontecendo. arte. literatura. Uma pitada dos livros dos maiores autores da história. Um microfone. Um espaço com gente que está na luta.

Misture tudo e fazemos um sarau histórico no dia 19/12/2009.

E aí vem gente com todo tipo de armamento pesado, do marginal, do rap, do afro, do erudito, do rock, foi uma mistura de tudo isso, de Sergio Vaz a Brecht, do mangue ao Olimpo. O espaço ficou pequeno pra tanta arte, pra tanta bala-poema, provavelmente seriamos pegos por porte ilegal e armamento pesado, tanta foi nossa munição poética.

O rebeliarte mostrou a face da ousadia, com a antologia dos poetas da periferia mostrou o calibre da bala e segurou o gatilho, disparando-o aos poucos em cada um que chegava, estes levantavam e ,também bem armados, disparavam, com mira certa, a queima roupa.

Morria então todo um mundo opressivo e devorador,
Nascia o sonho e a libertação, a arte e a revolução!

É com grande alegria e satisfação que celebramos nossa conquista, nossas guerras travadas, batalhas ganhas, e nossa ousadia.

O ano está acabando, mas a revolução começando. O REBELIARTE está aí para lutar e combater, com armas munidas e calibradas na mira só para disparar.

Foi muito bom ousar com vocês neste ano, mas ano que vem tem mais, pois a luta e sonho continuam.

Preparem e carreguem suas armas para 2010.

Um abraço a todos que ousaram conosco. Samuel Macário.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Pra lembrar de Celebrar

Dezoito horas e nenhum convidado ainda tinha chegado.
dezoito e quinze, e vinte, e trinta.
"Vamos começar assim mesmo, fazemos um sarau pra gente."
É começávamos então um sarau sem os convidados, mesmo estando presentes apenas os conhecidos, uma certa timidez amarrava as pessoas às cadeiras!
Um levantou puxou do bolso um poema e pronto, fogo na palha e o sarau começou.

Aos poucos o espaço foi ficando com calor de gente, gente de todo canto e o susto de todo o trabalho ter sido em vão começou a passar.
Manifestação de indignação, de sonho e de tantos outros sentimentos.
Brado em prol da arte independente, da arte que não é comércio, que não é mercadoria.
E o sarau foi esquentando, o povo já transitava pelo quadradão de cimento sem timidez, mal um saía e outro assumia o microfone, poesia, música, discurso, tudo oque um sarau de gente que vive do nosso lado precisa ter. O violão ja tocava, de repente apareceu um atabaque pra acompanhar, depois os bumbos e logo a musica afro tinha tomado conta e, a coisa estava tão boa que o espaço dali já não era suficiente e o povo tomou a rua, gente nos portões de casa com sorriso no rosto admirada com a beleza do som e da dança contagiante. Um sarau inspirador me fez transformar um poema em discurso.

Pra lembrar de celebrar.

Celebrar é viver a utopia de um palhaço, rir a gargalhada inocente da criança, atirar-se do alto esperando flutuar no ultimo instante, rir do susto e repetir o desvario, é pintar a cara de branco e outras cores e caminhar inconseqüente na corda bamba e sentir no fundo um prazer na aflição da platéia que vai rir do seu tombo na cama elástica. Celebrar é doar a arte a quem tem sede de beleza, é construir uma revolução mais bonita, mais poética. E se alguém disser que é estupidez dar a arte “de graça” a alguém… Com licença este estúpido quer falar.
Que a partir desse encontro de hoje que constata a nossa existência sejamos todos palhaços bêbados na corda bamba em praça pública sem medo da queda, cambaleando, trançando assustadoramente as pernas nos deixemos cair na rede que nos espera logo a baixo, celebrar é falar sem vergonha o que nos der na telha, é divertir-se enquanto se constrói grandes coisas. Celebrar pra despertar a platéia que dispersa não vê que o mundo passa, acontece e se contra nós se levanta podemos com a doçura de uma pintura infantil fabricarmos a mudança necessária e nos desprendermos de qualquer cativeiro que ouse nos limitar. Sejamos sim palhaços embriagados e com a liberdade que temos por sermos os palhaços dessa vez, digamos tudo aquilo que incomoda, tudo aquilo que santifica tantos e tantos profanos…
Que ao acordarmos todos os dias ou noite pra quem assim se fizer necessário, nos lembremos de celebrar e que sobretudo não tenhamos medo ainda da contradição, da beleza que essa tem, da contradição que nos faz encontrar a verdade. Não é mesmo assim que nos encontramos várias vezes? E que assim, celebrando e descobrindo, as coisas fiquem nítidas e levemos tantas outras pessoas a descobertas também. A partir desse momento vamos colocar fogo no circo e quando a lona derreter vamos sorrir, chorar, deslumbrar-se com a beleza das estrelas e quando a platéia vir a nossa loucura, a nossa pressa em espalhar fogo pelo terreno ela perceba que é a revolta circense, dos trapezistas e engolidores de facas, do homem bala e da mulher barbada. Essa trupe não quer mais animar, agora quer ser animada.

“A paz, a ciência, a essência, a poesia prevalece.
Se lembrar de celebrar muito mais” (Fernando Anitelli)

“Não acomodar com o que incomoda” (Fernando Anitelli)

Euber Ferrari

euber.ferrari@hotmail.com

twitter: EuberFerrari

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Literatura e periferia, para lembrar

Segue abaixo um vídeo com algumas imagens e gravações que nós fizemos no
início do projeto. Para quem não lembra, foi um sarau sobre literatura e periferia que aconteceu em agosto deste ano.
A música é do Milton Nascimento, chama-se "Menestrel das Alagoas".
O arranjo eu fiz com a Jô.
Abraço.
edukaw@hotmail.com
twitter.com/edukaw

Menestrel das Alagoas

Milton Nascimento

Quem é esse viajante
Quem é esse menestrel
Que espalha esperança
E transforma sal em mel?
Quem é esse saltimbanco
Falando em rebelião
Como quem fala de amores
Para a moça do portão?
Quem é esse que penetra
No fundo do pantanal
Como quem vai manhãzinha
Buscar fruta no quintal?
Quem é esse que conhece
Alagoas e Gerais
E fala a língua do povo
Como ninguém fala mais?
Quem é esse?
De quem essa ira santa
Essa saúde civil
Que tocando a ferida
Redescobre o Brasil?
Quem é esse peregrino
Que caminha sem parar?
Quem é esse meu poeta
Que ninguém pode calar?
Quem é esse?

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Relato do Último Encontro do Rebeliarte no Espaço Cultural Carlos Marighella, dia 05/12/09

PESSOAL, decidi excluir o texto que aqui publiquei a respeito do último encontro de alguns integrantes do grupo Rebeliarte no Espaço Cultural, neste último sábado, dia 5/12. O texto agora está postado em tópicos na página do orkut do Rebeliarte, no fórum "Idéias sobre o sarau!". Leiam!

Deixo aqui apenas um aviso urgente e dois poemas-presentes de minha autoria.

UM ÚLTIMO AVISO

O Espaço Cultural Carlos Marighella está pensando em realizar neste mesmo dia do Sarau a Confraternização de Fim de Ano e aí eu gostaria de saber se há algum problema em realizarmos nosso sarau uma hora mais cedo, a partir das 17 horas, para finalizá-lo às 20 horas. A Marriete conversou com o Edú, por telefone, e ele, a princípio, não viu nenhum problema. Eu precisava de saber de vocês: O que acham? O problema é que o Espaço está sem outra data para fazer a confraternização e se começar às 21 horas terminará muito tarde.

Bom pessoal, acho que foi isso (Se faltou algo, os meninos, que também participaram do encontro, complementam. Agora é com vocês: leiam e vejam se a proposta que tiramos é legal ou não, sugiram ajustes, fiquem à vontade.

Grande abraço a todos e todas.

Fábio Pinheiro.


POEMAS-PRESENTES


GRÁVIDO

Visto os meus poemas
Ou você os quer nus?
‘Cê sabe
um poeta grávido de dor
vomita o que é ácido, amargo,
azedo, áspero e rude.
Grávido, um poeta
vomita o que é puro e sem disfarce.


FÁBIO PINHEIRO

ALÉM DE!

além de além de além de negro
além de além de além de pobre
além de além de além de feio
além de além de além estranho
além de além de além de tantas vezes fudido,
apaixonado por outro alguém igual.

negro, pobre, feio, estranho e apaixonado fudido.

FÁBIO PINHEIRO

Poema para as crianças

PARA VER ESTRELAS


Subir montanha
vasculhar céu
e varrer nuvens cinzas
para ver estrelas.

FÁBIO PINHEIRO


Peço que opinem a respeito dos poemas, principalmente este penúltimo, pois penso em publicá-lo.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tenda Literária nº 5

No dia 15/11 nós estivemos na atividade que fechou a Semana de Arte Maloqueira, a Tenda Literária. Foi bacana, contou com a presença do escritor Sacolinha, sarau, dança afro e muita conversa. Aproveitei a foto e fiz um vídeo, minha nova diversão... hehehe
Detalhe, o blogue do projeto Tenda Literária:
Estamos juntos.

A música chama-se "Grândola Vila Morena". Ficou para a história por ter sido a senha para o início da Revolução dos Cravos, em Portugal, que pôs fim ao período de ditadura política, que vigorava desde os tempos no tirano Salazar. Eu acho a letra linda.
Abraço.
(Edu)

No caso, eu gravei as guitarras e a Jô cantou. Quem quiser cantar junto:

Grândola Vila Morena

Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade



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Atividade da Consciência Negra

Não poderia escrever aqui, hoje, sem falar dos momentos que passamos na Marcha da Consciência Negra, no último dia 20. Fomos num grupo de mais de 16 pessoas, mais especificamente os grupos de Percussão e Literatura (Rebeliarte). Foi muito empolgante, deu pra sentir que a galera curtiu muito. Todo mundo colaborou, tocou, dançou, carregou instrumento, dividiu lanche, tomou chuva e tudo mais. A única coisa chata foi o motorista “mala” que nos arrumaram, o cara implicava com tudo, se queixou até de ter que transportar os nossos instrumentos, não permitiu um “sambinha” de lei, foi um mala de fato; mais uma ofensa a nossa cor, costume e cultura negra.
Em relação ao evento, eu tive a impressão de não ter atraído muitas pessoas, a Marcha parecia estar um tanto esvaziada, o que nos revela o fato de que as pessoas vêem o Dia da Consciência Negra como mais um belo feriado para pegar a estrada, curtir uma praia, colocar a casa em ordem, saí de balada, tudo menos marchar em protesto. E protestar o que? Nem temos o que protestar! Já somos até reconhecidos pela lei como cidadãos. Ora se somos!!! Temos até cotas nas universidades, cotas nas passarelas, temos uma lei que nos protege das ofensas que possamos sofrer pela nossa cor, freqüentar a "macumba" é permitido e na rua ninguém te olha atravessado, a polícia nos respeita a toda hora do dia, podemos usar cabelos espalhafatosos porque já é moda, é fashion. Se nossos heróis negros estivessem vivos se surpreenderiam, pois hoje tem TV e negro é personagem principal em novela, rico, padrão de beleza top e tudo; EUA é negro. Negro agora, aliás, é moda, é doutor e todos nos respeitam. É, estamos com tudo!!! Quem nos viu quem nos vê!
Então reivindicar o que? Pra que? Na vida tudo se alcança se houver esforço, se o dia-a-dia for encarado como uma verdadeira batalha na qual a vitória deve ser exclusivamente minha. Que vençam os melhores!
Infelizmente, estes discursos já conquistaram muitas mentes e corações (como diria nosso amigo Serginho), inclusive negros. E a gente é visto como louco (lembro até que liguei para um amigo negro convidando-o e ele tava bem "dormindo" e rindo de mim) quando diz que o nosso programa do fim de semana é marchar com a negrada que sabe bem que ainda há muito o que conquistar neste mundo em prol do povo negro (as estatísticas estão aí pra provar). Negro que, aliás, ainda vive preso a condições de vida, muitas vezes, subumanas, sujeito a salários baixos, educação de péssima qualidade, acesso limitado ao ensino superior, desrespeito a suas crenças e costumes, etc; todas estas condições limitam a população negra a uma vida precária com poucas perspectivas. Como se diz o processo é lento e o barato é louco.
Então, a Marcha foi prejudicada pela chuvinha que resolveu cair pouco depois do início dela e isso fez com que a gente encerrasse a nossa participação, uma vez que não podíamos colocar em risco os nossos instrumentos. Mas até onde participamos foi muito legal, o pessoal da Percussão foi o único grupo que acompanhou a Marcha tocando e a galera curtiu demais, até "chorou" quando fomos obrigados a parar.

Distribuímos panfletos, o Edú e Jô prepararam um material bem interessante com poema do Solano Trindade e apresentação do grupo e o Espaço Cultural levou a carta manifesto em homenagem ao Carlos Marighella. Fizemos balanço da atividade no ônibus, todo mundo manifestou satisfação e maturidade para sugerir alguns cuidados a ser tomados nas próximas atividades.

À noite eu voltei e curti os shows do Luiz Melodia e da Elza Soares, foi louco, me diverti muito.

Mudando de assunto, o pessoal tirou de se encontrar no próximo sábado para discutir a atividade de fim de ano. Eu, particularmente, não poderei estar, pois terei de participar num Congresso de Educação na Cidade Tiradentes. Mas deixarei minhas sugestões aqui no blog e enviarei por e-mail ao Edú os poemas que selecionei para publicação.

Agora preciso falar de uma coisa muita séria com vocês: todos sabem que fomos aprovados no edital de Ponto de Cultura, mas estamos com alguns problemas financeiros. Acontece que a nossa documentação está sendo regularizada e para assinar contrato, segundo o contador, falta apenas a emissão de uma certidão negativa municipal, conhecida como CCM. Para emití-la precisamos acertar dívidas com o município, multas e taxas fiscais de anos anteriores que não foram pagas. O contador levantou um valor de R$ 923,00, fora o valor de pagamento do serviço dele. Não temos muito a quem recorrer senão as pessoas que participam do Espaço, pois já recorremos à APEOESP, à galera do PSOL, e eles já colaboraram alguns meses atrás. Colaboraram inclusive para resolvermos questões da documentação e despesas do Espaço. Então fica complicado solicitar mais doação. Fora isso estamos com aluguel atrasado, duas contas de luz e telefone atrasadas e a Marriete para pagar. Está complicado, porém sabemos que a prioridade deve ser a documentação, haja vista que isso garantirá a existência do nosso trabalho por mais três anos, com direito a muito ar e fôlego.
Bom, gostaria de fazer esse apelo, quem puder contribuir, a contribuição será muito bem vinda, já que estamos com a corda no pescoço e temos prazo curto demais para resolver isso. Quem puder é só ligar para a Marriete no Espaço Cultural e trocar uma idéia.

"A união fará a força!"

Forte abraço a todos e todas.

Deixo para vocês um poema-presente, adianto que esse não será de nenhum bambambam da literatura, mas sim de um cara louco que inventou de se achar poeta.

Uma idéia


Paira no ar uma idéia
uma idéia vaga
uma idéia vagabunda
uma idéia ordinária
uma idéia safada
uma idéia promíscua
uma idéia romântica
uma idéia ideal
uma idéia revolucionária
uma idéia
uma idéia qualquer
uma idéia vaga
cabe ao poeta ocupá-la.


Fábio Pinheiro

(Penso em criar um pseudônimo que chame mais a atenção. Ajudem-me!)

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domingo, 22 de novembro de 2009

Dia da consciência negra - rebeliarte



Esse fim de semana foi cabuloso. Dia 20 de novembro, na sexta, houve participação do Espaço Cultural Carlos Marighella, com o grupo de percussão e o pessoal do Rebeliarte, no ato do Largo do Paissandu. Eu e a Jô panfletamos, com um informe do Rebeliarte mais um poema do Solano Trindade. O Fábio, o Anderson, a Gabriela, o Serginho e o Miqueias estiveram tocando o tempo todo com o pessoal da percursão. Além da importância política, pois o ato envolveu as principais correntes da luta organizada contra a opressão da classe trabalhadora, tivemos a chance de compartilhar um dia juntos. Espero que este tenha sido o primeiro de muitos encontros. E que o pessoal da percussão venha aos nossos encontros de arte e literatura.
Por uma sociedade sem discriminação, sem opressão e sem pobreza.
(Edu)

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domingo, 15 de novembro de 2009

Organização de fim de ano - rebeliarte

Hoje nós estivemos no fechamento da Semana de Arte Maloqueira. Antes do início da atividade, nós tiramos um tempinho para definir algumas orientações para o encerramento do ano. Para não haver necessidade de outra reunião, tiramos alguns encaminhamentos que serão discutidos aqui mesmo nessa página do blogue. Assim, fique a vontade em palpitar, o espaço tá aberto para isso.


1º - Organizar um sarau para encerrar as atividades de 2009. Deve ser no mês de dezembro e, de preferência, casado com a atividade de finalização das ações do próprio Espaço. Eu sugiro o dia 13 de dezembro, domingo, as 15:00hs.

2º - Publicação - o pessoal achou que dava pra fazer uma revista para venda, com tiragem inicial de 200 cópias. A editoração eu vou passar para uns parceiros que têm uma agência de publicidade, vai ficar profissa. Entrariam poemas da gente, contos do Euber e comentários das atividades. Precisamos tirar uma data limite. Seria para esse ano?

3º - Internet - também foi sugerido o uso da internet no espaço pelo pessoal do Rebeliarte. A ideia poderia estar ligada a uma contribuição mensal para ajudar a pagar a conta de telefone. Fica mais barato que Lanhouse e ajuda no custeio do Espaço. O Fábio vai levar para a reunião da coordenação, e passar o resultado pra gente. Bom pra dar um gás no blogue e divulgar o nosso trabalho.

4º - Sarau itinerante - fazer um sarau mutcho loco, pra levar pra rua. O Samuel ficou de combinar com o Euber, mas eu também quero me envolver.

5º - Encontros semanais - combinar encontros semanais, mesmo que não seja para uma atividade especifica, mas ter o sábado, as 15:00 como o nosso ponto de encontro, para ler, escrever, pegar dicas de poemas, ou mesmo para bater papo.

6º - Boletim - Ter um boletim na mão para o dia 20 de novembro, que vai ser nossa atividade. Mandem ideias. Tem que ser rápido.

Acho que foi isso. Vou destacar no topo da página, postem nos comentários.

Abraço!!!

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um pouco sobre a Semana de Arte Maloqueira


Como já havia comentado, o pessoal do Espaço Carlos Marighella está participando dos eventos da Semana de Arte Maloqueira de Guaianases, organizada pelos movimentos de cultura da região. Eu vou falar sobre duas atividades em que eu e o Fábio estivemos representando o Espaço Cultural e nossa Rebelião de Arte e Literatura.
No dia 08/11, domingo, rolou uma roda de conversa sobre Poesia como Utopia. Para abrir o debate, estavamos, eu, representando o Espaço Carlos Marighella; o Luciano, do Dolores Boca Aberta e o Akins Kinte, poeta da Edições Toró.
Eu abri falando basicamente da ausência de horizontes em que nos encontramos, da nossa condição amesquinhada, pensamentos voltados para nós mesmos, em contradição direta com as condições de vida do povo pobre, trabalhador. Daí propus que utopia, apesar de aparentemente morta, está presente na literatura de periferia, no RAP e no sentimento das pessoas, enscondidinho, pedindo lenha e chama. Também chamei a atenção para a necessidade de direcionar o potencial revolucionário contido nos movimentos culturais da periferia, e o cuidado para não perdermos a dimensão política da coisa, para não virar mercado.

O Luciano chegou dando continuidade, afirmando a obrigatoriedade de aliar teoria e prática, sendo a arte uma arma, e dando como exemplo o trabalho do Dolores Boca Aberta, que é pura militância política, enquanto arte. Mandou também dois poemas fortíssimos, que deixou a galera de cabelo em pé.
E quanto ao Akins, sem palavras. O cara transpira poesia. No jeito dele, na moral, falou da vivência, da relação dele com a arte, e também, a relação da arte com ele. Fez um relato do trabalho que ele desenvolve na Fundação Casa, em que os moleques escrevem os poemas, mas entregam para ele escondidos, muquiado dos "monitores", senão, já viu.
Sem contar um poema/samba que ele mandou, ainda inédito, sobre futebol de varze.
Cara, tô esperando você aqui no Espaço Carlos Marighella pra passar o Documentário.
Nossa, a partir daí as ideias foram longe, a galera tava inspirada. Acho que boa parte dos movimentos de cultura da região estavam presentes, a galera dos Jovens Urbanos, Cine Campinho, Onorio Arce... vou pegar com o Renato o nome de todos para postar, para não cometer injustiça. No final ainda rolou uma tietagem e tirei foto com o Akins. (Tô acompanhado seu trampo, mano, com admiração!!!)

No dia 10/11, na terça rolou um debate também pegado sobre Diversidade Cultura. Deste, a Jô filmou, vou editar, daí eu posto aqui. Então, retornem a esta postagem que ainda será editada com o vídeo, mas já ficam as fotos.
Um abraço revolucionário.







(Edu)



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domingo, 8 de novembro de 2009

Semana de Arte Maloqueira

Segue abaixo a programação dos eventos da Semana de Arte Maloqueira de Guaianases. Tem muita coisa boa, para todos os gostos e seguimentos artísticos. Eu vou participar diretamente de duas atividades:

Domingo: roda de conversa, a partir das 19:00, sobre poesia e utopia, na casa de cultura de Guaianases.
Terça: Roda de Conversa, a partir das 19:00, sobre Diversidade Cultural, no Espaço Cultural Carlos Marighella.

Deixo como sugestão a gente se encontrar no domingo, dia 15, na praça do Mercadão, para a atividade da tenda literária. A gente já troca uma ideia, e participa da atividade.

(Edu - edukaw@hotmail.com)

PROGRAMAÇÃO

Dia 07 – sábado
Local = Praça do Mercado Municipal de Guaianases (o evento vai iniciar com um Cortejo que sairá do CEU Lajeado e seguirá até a Praça do Mercadão)

13:00 – Mostra Cultural da Zona Leste – Programa VAI (Secretaria Municipal de Cultura)

Dia 08 – domingo
Local = Casa de Cultura de Guaianases

13:00 – P.O.R.R.A. (Projeto Ostensivo de Rimas Revolucionárias e Atitude) – Encontro de grupos de Rap e microfone aberto

19:00 – Roda de Conversa: “Poesia como Utopia” – Convidados: Professor Edu, (Espaço Carlos Marighella), Akins (Edições Toró) e Luciano (Dolores Boca Aberta)

Dia 09 – segunda-feira
Local = Casa de Cultura de Guaianases

15:00 – Intervenção de Graffiti no entorno da Casa de Cultura / Convidados: 5 zonas de Graffiti, Rim, Art e Graffiti, Cota Crew

19:00 – Exibição do filme “Profissão MC” e roda de conversa com o diretor: Alessandro Buzzo

Dia 10 – terça-feira
Local= Espaço Carlos Marighella

15:00 – Oficina de produção de Fanzine – Convidados: Marcelo (Fanzine Catraca) e Celso (Zine Concreto e Asfalto)

19:00 – Roda de Conversa: “Diversidade Cultural” – Convidado: Tião Soares (Cientista Social)

Dia 11 – quarta-feira
Local = Biblioteca Cora Coralina

15:00 – Sarau/oficina de poesias – Convidado: Tenda Literária (GT de cultura do IPJ)

19:00 – Roda de Conversa: “A Mercantilização da Cultura” – Convidada: Iná Camargo (Pesquisadora)

Dia 12 – quinta-feira
Local = Casa de Cultura de Guaianases

15:00 – Mostra de teatro e performance com grupos da região e convidados

19:00 – Roda de Conversa: “Fomento à cultura: limites e desafios” – Convidada: Maria do Rosário (Secretaria Municipal de Cultura)

Dia 13 – sexta-feira
Local = CEU Lajeado

15:00 – Apresentação dos projetos dos jovens do Programa Jovens Urbanos: vídeos, blogs, revistas, graffiti, teatro, leitura dramática, etc.

19:00 – Mostra de vídeos produzidos por alguns coletivos de áudio-visual da cidade (Local = Cine-campinho)

Dia 14 – sábado
Local = Casa de Cultura de Guaianases

SEMINÁRIO = A CULTURA QUE QUEREMOS

9:00 – Mesas: “Histórico do Movimento Cultural na zona leste” / “Cultura de Periferia na Cidade” / “Política Cultural na cidade” / “Política cultural em Guaianases” – Convidados: Sacha Arcanjo (MPA), Representante do Movimento dos Guaianás, Carlos Calil (Secretário de cultura), Jorge Perez (Subprefeito de Guaianases)

14:00 – Grupos de discussão: 1. Equipamentos e estrutura para a cultura / 2. Movimento de cultura / 3. Casas de cultura na cidade

19:00 – Show de MPB com músicos do MPA / Cacá Lopes / Valdir Bota / Tita Reis / Costa Senna

Dia 15 – domingo

9:00 – Continuação do Seminário – Mesas: “Histórico da Cultura em Guaianases” / “Propostas da Casa de Cultura de Guaianases” – Convidados: Representante do Movimento dos Guaianás / Sergião (Coordenador de Cultura de Guaianases)

11:00 – Redação do Manifesto: Que cultura queremos? / Cortejo até a Praça do Mercadão

14:00 – Tenda Literária – Roda de Conversa sobre Literatura Marginal – Convidado: Sacolinha

17:00 – Atividade cultural de encerramento da Semana
Local = Praça do Mercadão de Guaianases

ENDEREÇO DOS LOCAIS DAS ATIVIDADES:

1.Praça do Mercado Municipal = Praça Getúlio Vargas – (Próximo a estação de trem de Guaianases)

2. Casa de Cultura de Guaianases = Rua Professor Cosme Deodato Tadeu (Próximo a praça do mercado municipal de Guaianases)

3. CEU Lajeado = Rua Manoel da Mota Coutinho, 293 – Guaianases

4. Espaço Carlos Marighella = Rua Carvalho de Araújo, 06 – Guaianases

5. Biblioteca Cora Coralina = Rua Otelo Augusto Ribeiro, 113 – (Próximo à antiga estação de trem)

6. Cine-Campinho (Jd. Bandeirantes) = Rua Aldésio Prati, s/nº

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Rebelião e Arte

Sem muitas palavras, posto o vídeo da apresentação que nós fizemos no dia 01 de novembro. Foi o dia da homenagem ao Carlos Marighella. Tentamos chamar um pouco a atenção para o processo de exploração a que todos nós somos submetidos. Exploração do julgo capitalista. Percebi que algumas pessoas ficaram com algumas pulgas atrás da orelha. Fato este que é animador.

Acordar e mudar.
O Euber é o patrão canalha, o Samuel faz o papel de Samuel e eu sou eu mesmo.

(Edu - edukaw@hotmail.com)



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domingo, 1 de novembro de 2009

Pega essa, playboy!!! Homenagem a Carlos Marighella



É isso ai, salve, galera.

Mandando forte nas ideias do povo, rebelião e arte.

Hoje eu curti, a peça ficou foda, rápida, agressiva e marcante. Quiser conferir, postei aqui. A máquina do mundo desmontada. Trabalhador explorado e patrão canalha, de que lado você está? Quem foi viu, e com certeza saiu diferente. Que faça refletir quem assistiu. Essa foi nossa homenagem ao lutador Carlos Marighella.

Além disso, ainda rolou um bingo com uma pancada de livros subversivos e coisas mais. E como não poderia ser diferente, a gente aproveitou para mandar uns poemas na marra pra galera.

Mudando de assunto, ontem o Euber esteve aqui em casa e nós ficamos bolando várias ideias, acho que já dá para começar a amadurecer alguns pontos. A primeira é montar um sarau itinerante. Levar poemas para todo canto, principalmente para quem não quer ouvir. Assalto cultural. Sequestro artístico. Soco no estômago, fim da calmaria. Outro ponto é trabalhar com uma meta, e eu acho que deve ser a publicação de uma coletânea de poemas. A gente batalha fundos, publica, e cada um vende sua cota. Pra meter as caras, se é pra ser arte, que seja de verdade.


Tá na hora de crescer, de ampliar, de olhar pra frente, e descobrir o horizonte.

As prometidas fotos da atividade:









(Edu - edukaw@hotmail.com)

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domingo, 25 de outubro de 2009

Ditadura Militar - notas sobre a atividade de ontem



Ontem tivemos uma tarde extremamente rica. O intuito era apenas um debate visando retomar fatos vivenciados durante os anos em que os assassinos e torturadores roubaram o poder do povo. Esse tempo iniciou-se em 1964. Até então o Brasil vivenciava uma era de consolidação da democracia e da participação popular, e o presidente de então, João Goulart, encaminhava propostas no sentido de dividir a terra (reforma agrária), educar e alfabetizar o povo e rever pontos fundamentais na economia e na sociedade brasileira. Isso significava mais poder para o povo, possíbilidade de redução da pobreza, e um direcionamento político à esquerda. Isso assustou os velhos ratos do capitalismo. Orquestrado e orientado pelo governo estadunidense, o golpe militar derrubou João Goulart e instalou um regime que retirou os direitos políticos da
população e sangrou o Brasil, deixando até os dias de hoje feridas abertas em nossa sociedade.

A atividade iniciou com a leitura do poema "Dentro da Noite Veloz", de Ferreira Gullar. Este
poema trata, entre outras coisas, da morte de Che Guevara e da interferência dos lacaios ianques na política latino-americana.

Mas o que emocionou a tarde foram os depoimentos marcantes de Mário Barba. Esse comunista histórico nos relatou parte de sua vida, a repressão do governo e a tortura. Seu pecado? Lutar por liberdade e justiça.

Choques elétricos e espancamentos, essas eram as formas que o governo militar utilizava para dialogar com trabalhadores, estudantes e artistas. Tempo este em que surgem formas de enganar o povo (a Rede Globo foi um presente da ditadura para enganar o povo), e outros se fortalecem (como os nossos jornalecos, Folha de São Paulo e Estadão).

O ano de 1985 marca o fim do regime militar, mas não nos dá uma democracia que vá além do voto. Ainda vivenciamos tortura, miséria e o silenciamento dos mais pobres.


Mário Barba continua lutando e nos traz a memória dos camaradas que tombaram. Cabe a nós mantermos essa história viva.


E nós manteremos.

(Edu)

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

II Mostra Cultural da Cooperifa - Literatura


Nossa, que rolê!!!

Mas valeu a pena, o que eu assisti ontem foi algo histórico que até agora não consegui assimilar com precisão. Então vamos pelo começo.

Ontem rolaram dois debates dentro da programação da Mostra. O primeiro foi sobre Engajamento e Revolta, com Rodrigo Ciríaco, Michel da Silva, Márcio Batista e Elisandra Souza.

Os debatedores falaram sobre as motivações que os levaram a escrever, as dificuldades, as perseguições e os sonhos. A galera vinculou literatura à política, fato importante, pois toda literatura se vincula a uma interpretação da sociedade, que não é neutra. Eu soltei um pergunta para a mesa sobre o dimensão desse engajamento, sobre a utopia, (que não é um sonho, como alguns entenderam, mas um projeto futuro), e sobre a superação do capitalismo, algo em que eu acredito. As respostas variaram, mas o Márcio Batista acertou em cheio. Literatura é militância, é uma forma de disputar a consciência, de chamar o povo à luta, e caminhar para uma transformação social plena. Fora isso, foram poemas, na voz dos próprios poetas. Indescrítivel. Depois do debate ainda bati um papo com a Elisandra, falei do nosso projeto e, claro, dei uma tietada e peguei um autógrafo do Punga.

O segundo debate foi sobre Literatura Marginal através dos tempos. Na mesa estavam Chacal, Sérgio Vaz, Heloisa Buarque e Ferréz.


A ideia da mesa foi tentar contextualizar os dois períodos, os anos 70, em que Chacal produziu sua obra, e os tempos atuais, em que Ferréz e o Cooperifa despontam como fenômenos sociais, políticos e artísticos. Falou-se sobre Rap, editoras, o Cooperifa, e a relação com o mundo acadêmico. No final fui dar uma tietada e tirei foto com o Ferrez e com o Sergio Vaz. Como minha maquina estava sem pilha, ficaram essas do meu celular xing-ling.


Ainda peguei um autógrafo do Colecionador de Pedra, do Vaz. Só não peguei do Ferréz porque minhas edições do Capão Pecado, e do Manual Prático do Ódio estão circulando pelo mundo.


Eu vivencio Literatura já há alguns anos e posso dizer com tranquilidade que esse foi um marco na história da Literatura Brasileira. Que essa imprensa burra que domina a comunicação fale as mesmas merdas de sempre, ou nem fale, a imbecilidade deles torna aquilo que é realmente significativo invisível, a essa mídia já está reservado uma lugar exclusivo na lata do lixo da história. Sou mais você, Ferréz. A gente não tem rolex, mas a gente faz a história.

E aproveite, ou aproveitemos o teor revolucionário desse movimento; nosso esforço deve ser no sentido de impedir que se torne mercadoria. E a única forma é manter viva a dimensão comunitária. Força, Sérgio Vaz, que o Cooperifa esteja em todas as quebradas, iluminando sonhos, que eles são alimentos para a transformação da sociedade.

Em relação a academia, eu tô por lá, da quebrada da Leste para a USP, levando tudo o que acontence no movimento literário marginal e periférico, goste a playboyzada ou não.

É nóis!!!

(edu - edukaw@hotmail.com)

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domingo, 11 de outubro de 2009

Sobre o encontro de ontem - literatura e periferia

Após muita apreensão, eis que chega o momento. E não é que deu certo! A atividade de ontem, surpreendeu, foi rica, com debates intensos sobre literatura, sociedade, educação e muita, muita poesia. Acredito que tenha sido uma tarde inesquecível para todos.

Iniciamos com uma discussão sobre literatura marginal, e os temas que ficaram evidentes foram a utopia, presente em vários textos, que apontava sempre para a construção de uma outra sociedade, justa, igualitária, a partir de uma perspectiva de organização e luta.




Além do tema da utopia, também ficaram marcados a violência e o crime como sendo elementos
recorrentes nas literaturas de Ferréz, Sacolinha e do próprio universo Hip Hop. Claro, a literatura trabalha com um universo real, e ali está a realidade de cada um deles. Tudo isso alimentado por leituras dos poemas de Akins Kinte, que você pode conferir uma pouco mais aqui.




Terminado o debate, o microfone ficou livre para
quem quisesse soltar a voz. E o pessoal não perdeu tempo. Para aqueles que não estavam com o poema na mão, deixamos vários livros para quem quisesse procurar algo para declamar. Tinha de tudo: Sérgio Vaz, Ferréz, Álvares de Azevedo, Akins Kinte, Rilke, Carlos Drummond de Andrade e por ai vai.




Os escritores vieram preparados, poemas políticos, propondo engajamento; poemas de amor, apaixonados; poemas repletos de ódio, revolta; poemas sombrios, de morte... ou seja, rolou de tudo. E ao final de cada verso, aplausos, alegria e reconhecimento.
O artista deve estar em contato com seu público, não enclausurado a espera da grande chance editorial. Isso é militância literária.




Não tem como não deixar de ressaltar a dimensão política do evento. As pessoas trouxeram a tona a nossa própria condição de moradores da periferia de São Paulo; o debate racial também esteve presente, de forma afirmativa, nas falas sobre o Rap e nos poemas de Akins. O Samuca trouxe uma fala recheada de socialismo e cristianismo, que botou fogo no debate. Tudo isso em volta do ambiente combativo do Espaço Cultural Carlos Marighella.





Leituras empolgadas do Randi; da Gabriela e da Thays, com muito romantismo; o Anderson, com leitura de Drummond, Flavia e Karoline, com um belo poema de Olavo Bilac; Eduardo (eu), com poemas políticos; o Samuel recitou vários poemas de sua autoria, belíssimos, alguns engajados, outros apaixonados; o Euber soltou a voz, tremeu, mas leu muito bem seu poema, já histórico...

O Michel leu um poema que está postado aqui no blog; a Andréia emocionou com um poema em espanhol, fantástico; e por ai foi a tarde.

Tivemos alguns problemas técnicos, então algumas fotos se perderam, a medida que eu for recuperando, eu posto.

Foi muito bom ter passado essa tarde cultural e subversiva com vocês.


Valeu, Flavia, sempre conosco; Flourece Hélene e Alex Yamaki, valeu pela viagem, pela grata companhia; Gabriela Martins, valeu pelos poemas, singelos; Thays de Fátima, Alecsandro Alves, Deivid Oliveira, Luis Henrique, valeu pela força, pela companhia; valeu, Andréia Oliveira, coordenadora do espaço e agora poeta; Randi, valeu, cara, mas você não escapa, todos querem seus poemas.
Valeu Anderson, cada vez mais junto, unido e forte. A caminhada é nossa, cara. Michel, valeu, mano, mas nós queremos mais poemas. Valeu Euber, parceiro literário, filosófico e revolucionário; valeu Samuca, valeu pelos poemas, pela batalha, valeu por estar conosco, sempre. Karoline, valeu, pelo apoio, pelos poemas. Carolina, valeu pela bagunça; Jô, valeu pelo esforço e empenho para que as coisas acontecessem. Valeu Alex e Florence, espero vocês sempre. E muitos outro valeus para a galera que apoiou a atividade, Serginho, Fábio, Marrieth e toda a coordenação do Espaço Cultural Carlos Marighella. Juntos nós estamos construindo um outro amanhã!!!

(Edu)

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