Porque eles mandam os pobres
Este é um video com o clip da banda System of a down onde eles fazem uma pergunta
que muito devem fazer, principalmente quem esteve na guerra sem ter desejado isso.
Este é um video com o clip da banda System of a down onde eles fazem uma pergunta
que muito devem fazer, principalmente quem esteve na guerra sem ter desejado isso.
Poesia é veneno, é bomba
Sempre é tempo de iluminar
Fazer dia a escuridão sem fim
E sonhar
Com os olhos abertos
Sonhar sonhos diurnos.
É isso. Depois de um tempo elaborando novas ações, estou de volta, e, muito, mas muito em breve, com novos poemas e novas notícias.
Um abraço
com muita revolta
e arte.
Edu
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- Não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Hoje eu vou postar um poema de Gonçalves Ribeiro espero que gostem que reflitam
um abraço.
Tiradentes
Ei-lo, de pé, cansado e macilento,
fitando as grades da prisão maldita.
Tem preso o corpo, livre o pensamento,
e sonha ainda e ainda o sonho o agita.
Não teme a morte, que um herói não teme
senão a sorte amarga do país.
E se a alma chora e se o peito geme
é vendo a pátria escrava e infeliz.
Vai Morrer Tiradentes, eis a hora:
qual irmão trata o algoz que vai matar;
e o carrasco soluça e treme e chora
ante a vida de amor que vai tirar.
Vai morrer um gigante brasileiro
por querer livre a pátria que venera.
E se na forca a morte o vê primeiro,
a glória eterna dos heróis o espera.
Despedaçam-lhe o corpo cruelmente
os covardes sem pena, os vis tiranos,
crendo assim que ante o horror um povo
[crente
desistia dos sonhos soberanos.
- Tiradentes, teu vulto brilha tanto,
e esse brilho de ardor que nós invade,
diz que enquanto sentirmos teu encanto,
nós creremos com fé na liberdade!
(Gonçalves Ribeiro).
Essa foi a pergunta que abriu o trabalho do REBELIARTE neste ano. A literatura é para nós? Nós da Periferia? Fomos feitos pra literatura?
Perguntas no ar pra pensar e se discutir. O documentário de Ferréz respondeu, Ela não foi feita para nós, mas vamos buscá-la, tomá-la. Agimos com e para Literatura e para seu Universo e a queremos, não a queremos mais como privilégios de alguns, queremos como semente nossa, plantada em infértil concreto, mas possívelmente a árvore mais resistente e bela, com os frutos mais doces e a folhagens mais vivas.
Vamos agir e ousar, pois, a literatura também é toda nossa. Nossa voz será rugido e vento da tempestade.
Sejam bem-vindos novas caras ao REBELIARTE, aqui a poesia não é só dita ou escrita, ela é clamor, é sentimento, é sangue, é vida. Aqui ela acontece, não é arte por arte, é arte por um Mundo. Aqui a poesia ousa no coração e na alma. Samuel Macário.
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