domingo, 16 de maio de 2010

Para refletir



achei esta imagem navegando na net, acho que foi esta que o Euber comentou no Rebeliarte.
um abraço a todos.

Leia Mais

sábado, 15 de maio de 2010

Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Creio que esse texto fala um pouco do mundo nosso. Ele foi postado no meu blog "As Lágrimas do Palhaço" e aproveito também para postá-lo aqui, já que tem tudo a ver com o que discutimos no Rebeliarte. Espero que gostem. Samuel Macário


Crônica Segundo o Evangelho do Messias não bíblico.

Tornara-se homem com dez anos de idade. Teve de ser pai, para sustentar a mãe e os irmãos pequenos. No farol pedia entre os vidros filmados que não se abriam, o sinal ficava verde uma vez mais. Parecia ter esperança? Nem devia.
Depois fora até a igreja, mas não entrara, ficava onde Deus não existia, mãos estendidas, não clamavam, nem oravam, mas pediam, não para Deus, pois Deus estava entre nuvens filmadas e a ele não via, pedia aos homens que lhe cuspiam a cara e crucificavam-no ainda menino.
Depois de tanto pedir e não ter resolveu tomar. Tomar o que lhe pertencia e outrora lhe tomaram: a fé, o sonho, a esperança... empunhando a doze que o seguia, era Pedro que trilhava os caminhos de um destino que o aguardava. Milagres? Não realizou nenhum. Mas multiplicou os pães que faltavam na quebrada onde nasceu, não na manjedoura, mas num esgoto a céu aberto.
Os humildes o idolatravam a elite queria teu sagrado sangue.
Formou gangue depois de um tempo, escolheu doze parceiros para o crime. Até que um dia por trinta contos um traíra o entregou nas mãos da policia. Não o crucificaram. Morreu a balas, uma em cada mão, uma pra cada pé, não lhe colocaram nenhuma coroa de espinhos, ao invés disso deformaram seu rosto pra que não o reconhecessem.
Não ressurgiu ao terceiro dia, mas em cada irmão que bebeu da água do cálice que repartia, renasceu o teu espírito. Certo é que esses também morreram e morrem da mesma forma, mas virão outros. O sinal está verde. Terão eles esperanças? Nem devem.

Leia Mais

sábado, 1 de maio de 2010

Ferréz, arte independente e revolução

"Com a educação, com a arte, com a cultura, você pode conversar, você pode se expressar, pode por um ponto de vista seu, para um patrão, para um chefe ou para um outro empregado. Você pode chegar, em um nível de igual para igual com qualquer um".
Ferréz
Se existe alguém atualmente que está fraturando velhos paradigmas de arte, literatura e sociedade, esse alguém é o escritor Ferréz. Se eu fosse teorizar, ficaria escrevendo páginas para dizer o que o autor de "Capão Pecado" fala em alguns minutos de vídeo. Dou destaque principalmente para a relação que ele faz entre história e classe social. Quem conta a história são os mais ricos, assim, ficamos excluídos de representação. Daí que a arte independente, mambembe, marginal, é uma forma de existirmos enquanto cultura. Isso nada mais é que afirmação, mobilização e luta.
Eis o vídeo.
Algo mais?
Sim.
Ferréz é o cara!

Leia Mais

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Deus mercado


A resposta mais imediata ao supremo é o consumo.
O espírito de Deus se encontra em cada objeto à venda
E a redenção máxima, a glória espiritual, é o credicard.

A contemplação absoluta ao shopping center
É a estética possível.
O inútil querer
A alienação máxima da existência
A cevada diária
A ração
E o medo ao ócio.

O trabalho...
A substituição...
A constatação grotesca do nosso menos-valor
O retrato de nossa menos-valia
De nossa cadavérica miséria
Espiritual.

Amém.


[Edu]

Leia Mais

domingo, 18 de abril de 2010

Movimentos de Cultura na Periferia

A esperança movimenta a ação. Querer construir uma sociedade sem esperança talvez tenha sido um dos mais sinistros desígnios da contemporaneidade. A velocidade da tela torna a ação real morosa, quase impossível. Daí a morbidez, a insensibilidade, a falta de zelo pelo ser e pelo mundo.


A arte funciona como uma forma de sabotagem no sistema. Ela nos obriga a sonhar. Toda arte se faz enquanto projeção, e, assim sendo, rompe de algum modo, com o nosso senso de percepção do concreto. Em outras palavras, nos mostra um pouco da nossa medíocre existência.

A arte que nasce nos mais distantes espaços da cidade se constrói enquanto esperança pura. Utopia. E, mais do que qualquer outra forma, a literatura liberta, emancipa e humaniza. Nos mostra que ainda é possível sonhar.

Novos artistas, novos poetas, novos escritores são os novos construtores de um novo amanhã.

Procure se informar sobre os movimentos de cultura periférica.

[Edu - postado inicialmente em http://edukaw.blogspot.com/]

Leia Mais

domingo, 11 de abril de 2010

Poetas do Negro

Fala, gente. Venho para apresentar um coletivo de poetas da Cidade Líder, Zona Leste de São Paulo. Os Poetas do Negro já produzem textos juntos desde o ano passado, mas só agora decidiram invadir o espaço online.


O blogue está no ar desde sexta, e esperamos atualizar constantemente, com muitos poemas novos.
Vistem:
http://poetasdonegro.blogspot.com/

Estamos juntos. Em rede somos mais fortes.

[Edu]

Leia Mais

domingo, 4 de abril de 2010

Professores em Greve!!! Sem educação, literatura é um sonho distante.


Falar em arte sem falar em Educação é difícil. Mais difícil é vivenciar ao caos em que encontramos as escolas Estaduais de São Paulo. Professores humilhados por uma política perversa, mesquinha, que, ao longo de mais de 15 anos de desgoverno (PSDB, é claro), vem lançando os estudantes, filhos de trabalhadores, moradores de periferia, ao mais completo abandono.


Assim, a luta dos Professores da Rede Estadual de ensino é de todos. A Greve busca melhoria de condições de estudo para todos. Apóie a greve. Acompanhe. A luta é contra o governo Serra, os tubarões da mídia (Globo, Folha de São Paulo, Estadão...), contra todos os inimigos da escola pública, gratuita e de qualidade. Com a vitória, quem leva a melhor é o povo, que é dependente da educação pública.

Nas ruas, em busca de maiores conquistas.
Contra as ratazanas do capital.

Pela arte, cultura, educação e literatura.

Tudo em nossas mãos.

[Edu]

Leia Mais

  ©Template by Dicas Blogger