domingo, 11 de outubro de 2009

Sobre o encontro de ontem - literatura e periferia

Após muita apreensão, eis que chega o momento. E não é que deu certo! A atividade de ontem, surpreendeu, foi rica, com debates intensos sobre literatura, sociedade, educação e muita, muita poesia. Acredito que tenha sido uma tarde inesquecível para todos.

Iniciamos com uma discussão sobre literatura marginal, e os temas que ficaram evidentes foram a utopia, presente em vários textos, que apontava sempre para a construção de uma outra sociedade, justa, igualitária, a partir de uma perspectiva de organização e luta.




Além do tema da utopia, também ficaram marcados a violência e o crime como sendo elementos
recorrentes nas literaturas de Ferréz, Sacolinha e do próprio universo Hip Hop. Claro, a literatura trabalha com um universo real, e ali está a realidade de cada um deles. Tudo isso alimentado por leituras dos poemas de Akins Kinte, que você pode conferir uma pouco mais aqui.




Terminado o debate, o microfone ficou livre para
quem quisesse soltar a voz. E o pessoal não perdeu tempo. Para aqueles que não estavam com o poema na mão, deixamos vários livros para quem quisesse procurar algo para declamar. Tinha de tudo: Sérgio Vaz, Ferréz, Álvares de Azevedo, Akins Kinte, Rilke, Carlos Drummond de Andrade e por ai vai.




Os escritores vieram preparados, poemas políticos, propondo engajamento; poemas de amor, apaixonados; poemas repletos de ódio, revolta; poemas sombrios, de morte... ou seja, rolou de tudo. E ao final de cada verso, aplausos, alegria e reconhecimento.
O artista deve estar em contato com seu público, não enclausurado a espera da grande chance editorial. Isso é militância literária.




Não tem como não deixar de ressaltar a dimensão política do evento. As pessoas trouxeram a tona a nossa própria condição de moradores da periferia de São Paulo; o debate racial também esteve presente, de forma afirmativa, nas falas sobre o Rap e nos poemas de Akins. O Samuca trouxe uma fala recheada de socialismo e cristianismo, que botou fogo no debate. Tudo isso em volta do ambiente combativo do Espaço Cultural Carlos Marighella.





Leituras empolgadas do Randi; da Gabriela e da Thays, com muito romantismo; o Anderson, com leitura de Drummond, Flavia e Karoline, com um belo poema de Olavo Bilac; Eduardo (eu), com poemas políticos; o Samuel recitou vários poemas de sua autoria, belíssimos, alguns engajados, outros apaixonados; o Euber soltou a voz, tremeu, mas leu muito bem seu poema, já histórico...

O Michel leu um poema que está postado aqui no blog; a Andréia emocionou com um poema em espanhol, fantástico; e por ai foi a tarde.

Tivemos alguns problemas técnicos, então algumas fotos se perderam, a medida que eu for recuperando, eu posto.

Foi muito bom ter passado essa tarde cultural e subversiva com vocês.


Valeu, Flavia, sempre conosco; Flourece Hélene e Alex Yamaki, valeu pela viagem, pela grata companhia; Gabriela Martins, valeu pelos poemas, singelos; Thays de Fátima, Alecsandro Alves, Deivid Oliveira, Luis Henrique, valeu pela força, pela companhia; valeu, Andréia Oliveira, coordenadora do espaço e agora poeta; Randi, valeu, cara, mas você não escapa, todos querem seus poemas.
Valeu Anderson, cada vez mais junto, unido e forte. A caminhada é nossa, cara. Michel, valeu, mano, mas nós queremos mais poemas. Valeu Euber, parceiro literário, filosófico e revolucionário; valeu Samuca, valeu pelos poemas, pela batalha, valeu por estar conosco, sempre. Karoline, valeu, pelo apoio, pelos poemas. Carolina, valeu pela bagunça; Jô, valeu pelo esforço e empenho para que as coisas acontecessem. Valeu Alex e Florence, espero vocês sempre. E muitos outro valeus para a galera que apoiou a atividade, Serginho, Fábio, Marrieth e toda a coordenação do Espaço Cultural Carlos Marighella. Juntos nós estamos construindo um outro amanhã!!!

(Edu)

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

42 anos da Morte de Che!


"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura" (Che Guevara)

Há 42 anos, exatamente, no dia de 9 de outubro de 1967, o maior ícone revolucionário de todos os tempos, Che Guevara, era executado pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya na aldeia de La Higuera, na Bolívia.

Um símbolo de luta que foi morto por lutar pelos ideais de igualdade, Guevara era médico e foi presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria de Cuba, ajudou Fidel a derrubar o governo tirano de Fulgencio Batista. Além disso foi o maior símbolo de luta, um símbolo que não morreu, ficou vivo dentro de nossos ideais, na nossa luta e nos nossos sonhos. Um homem que percorreu toda a Ámerica na tentativa de ajudar quem mais necessita, e nos últimos anos lutou pela unificação da Ámerica. Che nos deixou mas seu ideal ainda vive em nós e principalmente no nosso projeto. O socialismo é mais vivo que nunca!!!! Então vamos lutar pelos nossos ideais com nossas armas, papel e caneta, arte e palavra e nossos sonhos! O Socialismo ainda vive! Aqui nos nossos sonhos e ideais. Um viva a Che neste dia, homenagem ao grande homem de luta!!!!

Salve Ernesto Che Guevara!!!!



E amanhã nossa luta continua, amanhã segue nosso caminho contra a opressão, segue nossa ousadia.

10/10/2009 a partir das 15:00 a luta continua. Te espero lá. Vamos Ousar!!!

(Samuel Macário)

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Apresentando - Michel Manson - tome nota!!!


Conheci esse cara recentemente. Assim, meio que na moral, chegou aos Encontros de Arte e Literatura do Espaço Cultural Carlos Marighella. Falava pouco, mas, depois, revelou sua paixão pelas artes visuais, seu desejo de se tornar fotógrafo e, recentemente, após muita insistência, desengavetou alguns ótimos poemas.
A temática, como vocês verão, está muito marcada por um universo gótico. Algo de esotérico ronda a sua escrita, a morte, a noite e os seres invisíveis... tudo isso costurado em um formato romântico, bem ao gosto dos poetas malditos de outrora.

Espero que apreciem o teor insólito das poesias.

(Edu)



A Sepultura

se por noite cheia de assombros um bom cristão,
todo apiedado, enterra sob velhos escombros
o teu corpo tao celebrado
na hora em que as límpidas estrelas cerrarem olhos de miosotis
a aranha aqui fará as teias
e a víbora fará os filhotes
ovirás, toda a temporada,
tua fronte condenada,
livros de lobos em solidões
e os dois feiticeiros famintos,
e o dos velhos cheios de instinto
e os viu nos olhos dos ladroes.
(Michel Manson)

***

Na noite sou livre
No vazio de toda noite
Me sinto tão livre, tão liberto
Não preciso mais daquela foice
Agora estou com a mente aberta

A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto
Não tenho medo da morte
(Michel Manson)

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Somos todos poetas

VOCÊ É UM POETA


Somos todos poetas! cada frase, cada verso que escrevemos está o nosso grito de luta. A terra está girando e o tempo está passando, as geleiras dos pólos estão se deslocando e derretendo, o clima está mudando; pequenos seres estão sendo extintos enquanto isso máquinas perfuram em alto mar em busca de petróleo, peixes morrem... doenças surgem... surtos virais... escandalos politícos... ditadura em Honduras... conflitos no Oriente... crise nuclear no Ocidente ... E onde estão os poetas!! ESTÃO COMPRANDO, TRABALHANDO, VIVENDO SUAS VIDAS SEM PREUCUPAÇÃO,COMENDO PIPOCA E ASSISTINDO A SESSÃO DA TARDE...
Vamos poetas! Parem por um momento suas vidas e olhem ao redor, não achem que tudo isso é normal! Vamos escrever uma nova poesia cheia de mudança onde os nossos filhos escreverão versos de luta e não de alienação.

CONVIDO A TODOS QUE COMPAREÇAM DIA 10/10/2009 ás 15hs no espaço cultural Carlos Marighella. centro de Guaianases. na rua do supermercado Carolina.
VENHA SER POETA, VENHA VIVER A ARTE E DELA COMPARTILHAR . "ENCONTRO DE ARTE&LITERATURA "

Ser poeta é ser desprovido de qualquer glamour,
porque o seu brilho está na humildade dos seus
versos
seja ele de uma intelectualidade só ou apenas um
cordel
vai penetrar bem lá no fundo, muito além do papel.

(Jô)

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Meu querido povo vamos ousar!!!

Meu querido povo vamos acreditar, contradizer o real, contradizer o que nos oprime. Vamos pegar em armas (papel e caneta/quadro e tinta/microfone e violão/tijolo e cimento/perseverança e sonho). Vamos contruir nosso sonho, vamos amar, pois, o amor é nossa maior arma, vamos ser amantes da nossa arte, dos nossos projetos, das pessoas que nos cercam, amar nossos sonhos, amar sobretudo o nosso Deus. Amar é a maior ousadia que existe, pois, só Deus nos amou de tal forma que deu a nós o seu único filho. Vamos amar com objetivo: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...". E vamos continuar ousando com nossa arte!!!
Agora falando do dia 10/10/2009, vamos abordar, pra quem ainda não conhece, a literatura marginal, vamos falar do grande poeta Sergio Vaz, o escritor Ferrez, Sacolinha, entre outros, além do nosso Sarau é claro!!!! Posso dizer que vai ser histórico em Guaianases. Não acredita! Então venha participar que você verá. Te aguardo lá!!! Um forte abraço, e não esqueça vamos fazer prevalecer o amor!

CORTINA

O pano negro cobre
lá fora a luz do dia,
O pano negro adia
A conquista nobre

da sonhadora liberdade
da luz lá fora.
A manhã de agora
Sepera o século e a idade

do tempo que se demora,
E rompendo o pano
A luz desse dia atravessa o ano.
Já no quarto mora

A luz que corrempeu
a grade da cortina
mergulhada na retina
do espaço: Amanheceu!


(Samuel Macário)

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domingo, 4 de outubro de 2009

Dia 10 de outubro - literatura e periferia

No dia 27/09 rolou um bingo beneficente no Espaço Cultural Carlos Marighella, com direito a várias intervenções culturais, com poesia e muita música, tocada pelo mestre Júlio. Diversão e cultura do povo pelo próprio povo.

No dia 10 de outubro, estaremos discutindo um pouco sobre literatura e sociedade, claro, com o espaço aberto para quem quiser mandar seus poemas, suas leituras e suas impressões. Atualmente, existem diversos autores dos mais variados cantos da cidade retratando a realidade de vida da maior parte da população, nós, moradores dos bairros pobres de SP.

Junte seu grito ao nosso, venha tornar o sonho real, vamos fazer o novo, com nossas próprias mãos.

Para fechar, um pequeno poema, simples, e só.

O dia virá
O som dos carros
Barulhos
Ruídos

O dia virá
Gritos, frases incompletas
Sensibilidade perdida

O dia virá
Manso como um dragão ferido no peito
Como a leoa dos filhos partida
Tal qual o homem roubado

O dia, com certeza, virá
E trará consigo a mágica do anoitecer
A insônia
As doenças da alma
E o silêncio definitivo
Daquele que espera
Sempre espera
O que não virá com o dia.


(Edu)






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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um salve pra galera do Marighella e pra toda Guaianases

Estamos vivendo aqui um mundo de mudanças, mudanças artísticas. Estamos mostrando nossa face em forma de arte, usando a caneta como arma, sequestrando leitores, contrabandeando versos, palavras, pinturas, borrões, sonhos...
Somos sonhadores acima de tudo!
Nada aqui é comercializado, que eles comercializem a realidade, nós compartilhamos e compartilhamos sonhos atráves de arte!
Somos sonhadores acima de tudo!


Os versos
estão oprimidos no papel
comprimidos na escrita,
sonhando com a liberdadede voar num céu,
deixando no poeta a saudade,
mas contemplando o verso
que sem estrutura e regra
Carrega
a criança na maturidade
a correr os ladrilhos
Pisoteando a Realidade.


Um abraço a todos.
Só lembrando dia 10/10/2009 a partir das 15:00 teremos nossa apresentação, se você tem um poema, um desenho, uma música, algum sonho ou apenas quer compartilhar do nosso, compareça no Centro Cultural Carlos Marighella, um abraço e até lá...
Samuel Macário.

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