sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SEQUESTRANDO LEITORES!!!!!!

faz um tempo que não posto nada, explico que andei esses dias meio pra baixo e entristecido com tudo que anda acontecendo... Mas isso é p outra conversa.

Carlos Marighella completa 40 anos de aniversário pelo seu falecimento, porém, ainda é vivo em nosso peito e nossas idéias. A mídia não lembrou da história de luta desse grande homem, nem seus poemas, nem seu rosto, nem seu nome, mas ele está eternizado em nós por todas as idéias, por toda luta que travou e o legado que deixou para nós, as armas que nos deixou para combatermos.

Obrigado por tudo grande Marighella.

A nossa idéia é a Ousadia. É hora de tomarmos medidas maiores, é hora de partirmos para um combate para que peguemos o inimigo desprevinido. É hora de fazermos sequestros, sequestros com nossos leitores, irmos até ele e o assaltar com arte, traficar poesia e depois fazemos um sequestro com o leitor, algo que mudará a vida dele, e assim ele viverá no nosso cativeiro livre e voltará para provar da liberdade. Vamos às ruas ousar, sequestrar com nossa arte, o momento é crítico e devemos tomar essa medidas. Vamos Ousar meu povo. Um grande abraço a vcs. Fiquem com mais uma das minhas tentativas de poemas:



ACIDENTE

A via
No havia.
Te encontrava
E não te via.

Toda magia
De uma palavra:
Degradada,
Debruçada,
Atropelada
Na via.
Não mais havia.

Talvez não com olhos.

Talvez com boca
E palavra oca.

Sim, te via
Andar na calçada,
Todavia,
Desvia.
Tão longe do corpo
Da palavra estirada.

Que havia
Somente enquanto te via.

(Samuel Macário)




Um abraço galera. Fiquem com Deus.

(Samuel Macário - sam.macario@gmail.com)

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Rebelião e Arte

Sem muitas palavras, posto o vídeo da apresentação que nós fizemos no dia 01 de novembro. Foi o dia da homenagem ao Carlos Marighella. Tentamos chamar um pouco a atenção para o processo de exploração a que todos nós somos submetidos. Exploração do julgo capitalista. Percebi que algumas pessoas ficaram com algumas pulgas atrás da orelha. Fato este que é animador.

Acordar e mudar.
O Euber é o patrão canalha, o Samuel faz o papel de Samuel e eu sou eu mesmo.

(Edu - edukaw@hotmail.com)



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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dia 04 de novembro " 40 anos da morte de Carlos Marighella "


" Um homem não desaparece com sua morte. Ao contrário, pode crescer depois dela, engrandecer-se com ela e revelar sua verdadeira estátua à distância." Florestan Fernandes, sobre Carlos marighella



Hoje quem pôde foi ao local do assasinato do Carlos Marighella em homenagem aos 40 anos de sua morte.. é claro que a TV ou qualquer outro meio de comunicação não fez nenhum esforço para comemorar esses dia ou menciona-l0.
Lembra-lo nesse dia e saber por qual motivo foi morto, é faze lo renascer um pouquinho cada dia, dentro de nós, isso fará realizarmos um sonho muito antigo que muitos não estarão aqui para vê-lo realizado.


Liberdade

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome"

São Paulo, Presídio Especial, 1939

poema de Carlos marighella.


(JÔ)

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domingo, 1 de novembro de 2009

Pega essa, playboy!!! Homenagem a Carlos Marighella



É isso ai, salve, galera.

Mandando forte nas ideias do povo, rebelião e arte.

Hoje eu curti, a peça ficou foda, rápida, agressiva e marcante. Quiser conferir, postei aqui. A máquina do mundo desmontada. Trabalhador explorado e patrão canalha, de que lado você está? Quem foi viu, e com certeza saiu diferente. Que faça refletir quem assistiu. Essa foi nossa homenagem ao lutador Carlos Marighella.

Além disso, ainda rolou um bingo com uma pancada de livros subversivos e coisas mais. E como não poderia ser diferente, a gente aproveitou para mandar uns poemas na marra pra galera.

Mudando de assunto, ontem o Euber esteve aqui em casa e nós ficamos bolando várias ideias, acho que já dá para começar a amadurecer alguns pontos. A primeira é montar um sarau itinerante. Levar poemas para todo canto, principalmente para quem não quer ouvir. Assalto cultural. Sequestro artístico. Soco no estômago, fim da calmaria. Outro ponto é trabalhar com uma meta, e eu acho que deve ser a publicação de uma coletânea de poemas. A gente batalha fundos, publica, e cada um vende sua cota. Pra meter as caras, se é pra ser arte, que seja de verdade.


Tá na hora de crescer, de ampliar, de olhar pra frente, e descobrir o horizonte.

As prometidas fotos da atividade:









(Edu - edukaw@hotmail.com)

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sábado, 31 de outubro de 2009

Halloween

Dia 31 de agosto, fui na casa do Edu discutir umas idéias que estavam me fritando a mente.

Falamos bastante, assistimos o documentário do Ferréz, que por sinal é do caralho. Tragetória fodida de um cara que nasceu na favela que nem a gente, viveu os mesmos dilemas da favela que a gente e hoje é escritor reconhecido no mundo inteiro e até a burguesia fedorenta teve que admitir que o cara é foda!
Depois que assistimos ao documentário fomos tomar um café, entre uns pedaços do bolo "experimental" da Jô e umas e outras palavras sobre literatura e arte fomos interrompidos pelo toque da campainha... O Edu atendeu e um grupo de criancinhas soltou: "Doçura ou travessura?"
E ele respondeu rapidão: Tem não véi!
Uns quinze minutos depois a mesma cena e se repetiu mais umas duas vezes.
Nas fantasias não tinha nenhum curupira, saci pererê... era o "pânico".
Aí o tema das conversas já passou a ser a brincadeirinha nada brasileira da molecada.
Puta colonização ianque, e o pior tudo molecada pobre, se fosse filho de rico ainda entendia, mas eram filhos de pobre, pobre metido a rico, mas pobre.
É de foder.
Sem contar o teor da frase: "Doçura ou travessura". Como que as crianças dos EUA são educadas mano? "Doçura ou travessura", é bem o estilo de negociação norte americano mesmo: "Ou você me dá o que eu quero ou então cê ta fodido, vou zuar sua casa." E agora depois de tantos anos tentando já estão conseguindo enfiar essa brincadeira na mente das nossas crianças.
O povo brasileiro que sempre teve seu estilo humildão de ser agora ta entrando nessas, de doçura ou travessura, de chantagem desigual.
Mas tudo isso tem um outro lado, se é pra brincar de doçura ou travessura a gente tinha que ir brincar lá no quintal dos magnatas e falar: "Aê é doçura ou travessura, cê que escolhe".
É o que a gente quer ou então o chicote vai estralar!
Aí sim a brincadeira ia ficar interessante.

(Euber Ferrari)


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Caminhando e Cantando

Já faz um tempinho eu gravei com a Jô uma música do Geraldo Vandré que ficou marcada como hino da resistência ao regime militar. Pra não dizer que não falei das flores não é apenas uma grande composição de MPB. É um grito de guerra, um chamado à luta, à organização. Sempre que escuto lembro de todos os atos públicos dos quais participei. Greves, manifestações, ou qualquer sentimento de indignação não reprimido.

Que Vandré nos inspire, e que neste domingo estejamos todos juntos, isso nos fortalece, nos encoraja, nos torna mais humanos.

(Para ouvir, clique aqui. Vai abrir em outra página, daí você pode ouvir pelo site ou baixar a mp3. Eu gravei todos os instrumentos de cordas, a Jô cantou. O arranjo a gente fez juntos).

(edu - edukaw@hotmail.com)

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré

Composição: Geraldo Vandré

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dividir a Arte é preciso...

Daqui a 1 bilhão de anos, talvez até antes disso, os seres que aqui habitar, vão descobrir o que causou a extinção de seres de uma inteligência tão avançada, vão descobrir que eles poderiam ter sobrevivido por décadas e décadas se não fosse o desejo interior que sempre lhes perseguia que era de querer sempre ser melhor que o próximo e por este motivo, na maioria das vezes era muito dificil para eles, dividir alguma coisa com alguém e isso eu falo de modo geral, pois, inclui amor, compaixão, saber, arte e até o pão. Essa descoberta foi de grande importancia para esses habitantes e prometeram que jamais cometeriam o mesmo erro. Essa história é de simples ficção, mais pode se tornar real se não tomarmos uma postura de vida diferente da que vivemos completamente egoísta e individualista, o que temos, queremos guardar, com medo de alguém roubar.



O que temos
queremos guardar
com medo
de alguém roubar.





****


Dividir o pão,
dividir a arte,
dividir o saber,
dividir a literatura.
Tudo isso pode bolorar
dividir, enquanto está fresquinho!!


(Jô)
jokw@estadao.com.br

" O mistério é a coisa mais formosa que nos é dado experimentar.
É a sensação fundamental, o berço da verdadeira arte e da verdadeira ciência.
Quem não o conhece, quem não pode assombrar-se ou maravilhar-se está morto.
Seus olhos foram fechados."

(EINSTEIN,Albert. minha visão do mundo.)






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