quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Só pra constar!

Literatura marginal, ta aí uma letra que gosto muito!

Mudar o mundo é impossível é o que a maioria diz
Engole a dor engole o ódio e tenta ser feliz
Muitas vezes já pensei sinceramente em desistir
Nessas idas e vindas da minha vida... certo dia numa esquina
Fui separar uma briga dois moleques de rua
Roupa velha toda suja, naquela calçada imunda
Retrato do descaso produto da miséria
O clima se acalmou e nos trocamos uma idéia
No final perguntaram quem eu era
Sou aliado g do grupo face da morte
Graças a Deus tenho família mano, eu tive outra sorte
E o moleque cantou um trecho do tático cinza
E perguntou pra mim você já fez show lá em brasília?
Eu respondi que sim... ele todo sorridente
Então quando voltá lá leva um recado ao presidente
Pra não deixar mais a policia vir aqui bater na gente
Mandar comida pro sertão que o povo tá passando fome
Aqui a gente se vira roubando bolsa de madame então
Vi os olhos deles brilhar
Mesmo sem ter um lugar pro coitado se abrigar
Do frio e da chuva apesar
De sua coberta ser a lua ele é o futuro da nação
É a esperança deitada numa cama de papelão
Que divide a calçada com os vira-latas
Que atravessa as madrugadas geladas e tem amor no coração
E ainda pensa na fome dos irmãos do sertão
Infelizmente essa é sua rotina
Dessa maneira leva a vida ate a próxima chacina
Ele é apenas mais um que o imperialismo extermina
É por essa e outras que não posso parar
Preciso continuar minha luta contra isso
Já sei qual o caminho
Já conheço o inimigo
To ligado sangue bom também sou cheio de defeitos
Mas não posso me cansar porque não tenho esse direito!(2x)

Eu acho que realmente o presidente acha que o povo passa fome
Só de sacanagem só pra derrubar sua popularidade
Realmente ele é Um Covarde!
Quando Cabral chegou gritou "terra a vista"
Puta que pariu Hoje é a prazo que ele vende o brasil!
Às vezes eu paro e reparo e começo a pensar
Refletir sobre essa Guerra e analisar os fatores
Geradores da miséria não tem Como não esbarrar na questão agrária
Uma senhora certa vez me Perguntou se eu era
A favor dos sem terras... mas é claro que eu sou, com muito orgulho
Ela me disse eu também não sou contra
Mas pra que tanto barulho, bagunça?
Eu acho que eles agem errado, é
Quem tem dinheiro não conhece o desespero que existe por ai
tipo Lá no Piauí do Oiapoc ao Chuí... é fácil para julgar
quero ver a Senhora ficar
três dias sem comer sua barriga vai roncar ai vai Ser outro barulho que vai te incomodar, você morre de fome ou Vai roubar!
De repente se pá vai tirar sua bunda gorda do sofá
vai correr Junto dos caras para também se manifestar...
Me desculpa sangue bom eu preciso desabafar minha tristeza, minhas dores
eu consigo extravasar através das lágrimas
até Mesmo num sorriso
o que eu carrego comigo são as dores dos Outros
disposição até o osso não me falta pra lutar!
Não sou exagerado por pensar desse jeito
Sou um doido sonhador que busca um mundo perfeito
To ligado sangue bom também sou cheio de defeitos
Más não posso me cansar porque não tenho esse direito

Será q alguém pode me esclarecer
o que se faz com um bilhão que um Milhão não possa fazer?
só pode ser essa ganância elitista
Somos o maior país da América latina más fazemos tudo errado
somos o maior e temos o menor salário.
A América do norte quando libertou os escravos
ainda deixou 40 Alqueires e uma mula aos humilhados.
Más por aqui como sempre a ganância vem primeiro!
Rapidinho... rapidinho aprovaram a lei vergueiro
para fuder como Os poceiros garantindo a terra título
e não pela ocupação
Aí libertaram os escravos e jogaram na miséria
criando assim Nossos primeiros sem terras!
Onde um dia foi quilombo hoje em dia é favela
Estabelecida sobre a terra, mais abaixo da miséria infelizmente
É o que sobrou pra nossa gente...
Para mim a favela é um acampamento permanente
que ainda não se Organizou politicamente francamente
é um absurdo ver o povo
Vivendo a beira de tudo e não ter acesso a nada
vivendo em meio Às cruzes à beira da estrada
movimentada por onde passa
quem tem A onde ir
não sei como mesmo assim encontram forças pra sorrir
São brasileiros tanto quanto eu e você
Só querem terra pra plantar o que comer
São puxadores de inchada que infelizmente não tem pátria seu moço
Se deus não tiver dó amanhã não tem almoço
É impossível ver isso tudo e me fingir de cego e surdo
Sozinho é impossível
então vamos todos juntos
Se cada um de nos fizer sua parte A gente muda esse mundo
To ligado sangue bom também sou cheio de defeitos
Más não posso me cansar porque não tenho esse direito!

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cooperifa, nosso norte na bússola!

Salve galera mais poética da leste!
Quase que não posto hj, devo confessar que estava meio sem idéia. Então vou falar a vcs um prouco sobre o Cooperifa, projeto liderado pelo grande poeta Sérgio Vaz. Projeto que serve como base para o nosso projeto no Marighella.
Sergio Vaz é um poeta de batalha, transformou um bar no extremo sul de São Paulo em casa cultural, no qual todas as quartas as 21:00, numerosos outros batalhadores da arte se encontram só pra declamar poemas, gente uma coisa linda de se ver, eu me emocionei estando lá, não vejo a hora de retornar, o grande problema é a distância, é quase outro país para nós, e devo confessar que aquela ladeira me matou!!! rsrs!!! Brincadeiras à parte quem tiver o interesse dêem um molhada no livro "O Colecionador de Pedras" de Sergio Vaz e no blog:
http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/


Gente também me emocionei mto no dia 10/10. Foi mto bom estar com vcs. É assim mesmo vamos ousar desse jeito com arte!!!! Valeu. Aí vai o poema meu que o Edu recitou, ficou mto bom mesmo na voz dele, que até comecei a gostar dele... rsrs... Um abraço gente. Boa semana a Todos. E vamos continuar ousando com Arte!!!!

INESCREVÍVEL
(Samuel Macário)

Tarde intensa,
tarde das tristezas,
tarde de ressacas, elos, arames.

O que fora escrito na areia
apagou.
Palavras mudas descrevem
tudo que sou,
palavras assombradas em casas vazias.

Corpo molhado
que a toalha não enxuga,
gotas no telhado
resultado seguinte à chuva.

Poema. Poema contido, enterrado, pisoteado.
Poema sem certeza de sê-lo
sem dizer abslotumante nada,
transbordante e ínvalido.
Poema em tudo que não consegue escrever,
poema que descreve essas
feras aladas, bocas caladas
que por certo queriam dizer
mas preferiram ser guardadas
em gavetas.




Valeu Galera por tudo!!!
(Samuel Macário)

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Sobre Literatura marginal e Literatura periférica

Hoje não era o meu dia de blogar, mas como meus posts estão atrasados, vou postar hoje mesmo!

Nos trajetos de ida e de volta entre casa e o espaço Carlos Marighella, eu e o Edu discutimos algumas coisas sobre o que é literatura marginal, qual a relação dessa literatura conosco e se de fato o que fazemos é literatura marginal. E as respostas foram: Sim e Não.
Afinal de contas o que é essa tal literatura marginal?
A literatura marginal que tem sua maior força nas letras do RAP, forte em algumas grandes metrópoles do país (principalmente em São Paulo), caracteriza-se pela seu forte teor de crítica social e reflexão sobre o viver e a realidade das periferias, o dia-a-dia do morador da periferia permeia as letras musicais e recentemente tem havido publicações de poesias e romances ( com Ferréz, Akins Kinte, Sacolinha etc.) "marginais", mas não é exatamente isso que faz uma obra literária ser propriamente marginal.
Primeiro, qual é o significado da palavra marginal?
Marginal é tudo aquilo que está à margem, às beiras. E o que dentro da literatura marginal pode ser considerado à margem de algo?
O vocabulário carregado de gírias está à margem do vocabulário das grandes publicações.
A temática: o crime, as condições de vida, o ser humano da periferia estão à margem da sociedade. À margem por que encontram-se afastados empurrados para longe, logo, para as beiradas, para longe dos grandes centros. Daí então a justificativa para o nome: Literatura marginal. Uma literatura que fala de coisas que estão à margem, com um vocabulário que está à margem do grande olho do furacão da produção literária.
Outra coisa é literatura de periferia, é possível se produzir literatura na periferia sem ser literatura marginal, o que faz a literatura ser de periferia é ela ser produzida na periferia por pessoas da periferia, falando sobre a periferia ou não. Isso é literatura periférica.
A literatura marginal é literatura periférica, mas literatura periférica nem sempre é literatura marginal.
Na realidade a idéia inicial do nosso projeto era estimular a arte de periferia e não unicamente a arte marginal.
Espero ter conseguido esclarecer as diferenças! (rs)
E viva a literatura e a arte de periferia sendo marginal ou não.
E que através de nossa arte nosso grito calado seja ouvido.

[Euber Ferrari]

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domingo, 11 de outubro de 2009

Sobre o encontro de ontem - literatura e periferia

Após muita apreensão, eis que chega o momento. E não é que deu certo! A atividade de ontem, surpreendeu, foi rica, com debates intensos sobre literatura, sociedade, educação e muita, muita poesia. Acredito que tenha sido uma tarde inesquecível para todos.

Iniciamos com uma discussão sobre literatura marginal, e os temas que ficaram evidentes foram a utopia, presente em vários textos, que apontava sempre para a construção de uma outra sociedade, justa, igualitária, a partir de uma perspectiva de organização e luta.




Além do tema da utopia, também ficaram marcados a violência e o crime como sendo elementos
recorrentes nas literaturas de Ferréz, Sacolinha e do próprio universo Hip Hop. Claro, a literatura trabalha com um universo real, e ali está a realidade de cada um deles. Tudo isso alimentado por leituras dos poemas de Akins Kinte, que você pode conferir uma pouco mais aqui.




Terminado o debate, o microfone ficou livre para
quem quisesse soltar a voz. E o pessoal não perdeu tempo. Para aqueles que não estavam com o poema na mão, deixamos vários livros para quem quisesse procurar algo para declamar. Tinha de tudo: Sérgio Vaz, Ferréz, Álvares de Azevedo, Akins Kinte, Rilke, Carlos Drummond de Andrade e por ai vai.




Os escritores vieram preparados, poemas políticos, propondo engajamento; poemas de amor, apaixonados; poemas repletos de ódio, revolta; poemas sombrios, de morte... ou seja, rolou de tudo. E ao final de cada verso, aplausos, alegria e reconhecimento.
O artista deve estar em contato com seu público, não enclausurado a espera da grande chance editorial. Isso é militância literária.




Não tem como não deixar de ressaltar a dimensão política do evento. As pessoas trouxeram a tona a nossa própria condição de moradores da periferia de São Paulo; o debate racial também esteve presente, de forma afirmativa, nas falas sobre o Rap e nos poemas de Akins. O Samuca trouxe uma fala recheada de socialismo e cristianismo, que botou fogo no debate. Tudo isso em volta do ambiente combativo do Espaço Cultural Carlos Marighella.





Leituras empolgadas do Randi; da Gabriela e da Thays, com muito romantismo; o Anderson, com leitura de Drummond, Flavia e Karoline, com um belo poema de Olavo Bilac; Eduardo (eu), com poemas políticos; o Samuel recitou vários poemas de sua autoria, belíssimos, alguns engajados, outros apaixonados; o Euber soltou a voz, tremeu, mas leu muito bem seu poema, já histórico...

O Michel leu um poema que está postado aqui no blog; a Andréia emocionou com um poema em espanhol, fantástico; e por ai foi a tarde.

Tivemos alguns problemas técnicos, então algumas fotos se perderam, a medida que eu for recuperando, eu posto.

Foi muito bom ter passado essa tarde cultural e subversiva com vocês.


Valeu, Flavia, sempre conosco; Flourece Hélene e Alex Yamaki, valeu pela viagem, pela grata companhia; Gabriela Martins, valeu pelos poemas, singelos; Thays de Fátima, Alecsandro Alves, Deivid Oliveira, Luis Henrique, valeu pela força, pela companhia; valeu, Andréia Oliveira, coordenadora do espaço e agora poeta; Randi, valeu, cara, mas você não escapa, todos querem seus poemas.
Valeu Anderson, cada vez mais junto, unido e forte. A caminhada é nossa, cara. Michel, valeu, mano, mas nós queremos mais poemas. Valeu Euber, parceiro literário, filosófico e revolucionário; valeu Samuca, valeu pelos poemas, pela batalha, valeu por estar conosco, sempre. Karoline, valeu, pelo apoio, pelos poemas. Carolina, valeu pela bagunça; Jô, valeu pelo esforço e empenho para que as coisas acontecessem. Valeu Alex e Florence, espero vocês sempre. E muitos outro valeus para a galera que apoiou a atividade, Serginho, Fábio, Marrieth e toda a coordenação do Espaço Cultural Carlos Marighella. Juntos nós estamos construindo um outro amanhã!!!

(Edu)

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

42 anos da Morte de Che!


"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura" (Che Guevara)

Há 42 anos, exatamente, no dia de 9 de outubro de 1967, o maior ícone revolucionário de todos os tempos, Che Guevara, era executado pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya na aldeia de La Higuera, na Bolívia.

Um símbolo de luta que foi morto por lutar pelos ideais de igualdade, Guevara era médico e foi presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria de Cuba, ajudou Fidel a derrubar o governo tirano de Fulgencio Batista. Além disso foi o maior símbolo de luta, um símbolo que não morreu, ficou vivo dentro de nossos ideais, na nossa luta e nos nossos sonhos. Um homem que percorreu toda a Ámerica na tentativa de ajudar quem mais necessita, e nos últimos anos lutou pela unificação da Ámerica. Che nos deixou mas seu ideal ainda vive em nós e principalmente no nosso projeto. O socialismo é mais vivo que nunca!!!! Então vamos lutar pelos nossos ideais com nossas armas, papel e caneta, arte e palavra e nossos sonhos! O Socialismo ainda vive! Aqui nos nossos sonhos e ideais. Um viva a Che neste dia, homenagem ao grande homem de luta!!!!

Salve Ernesto Che Guevara!!!!



E amanhã nossa luta continua, amanhã segue nosso caminho contra a opressão, segue nossa ousadia.

10/10/2009 a partir das 15:00 a luta continua. Te espero lá. Vamos Ousar!!!

(Samuel Macário)

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Apresentando - Michel Manson - tome nota!!!


Conheci esse cara recentemente. Assim, meio que na moral, chegou aos Encontros de Arte e Literatura do Espaço Cultural Carlos Marighella. Falava pouco, mas, depois, revelou sua paixão pelas artes visuais, seu desejo de se tornar fotógrafo e, recentemente, após muita insistência, desengavetou alguns ótimos poemas.
A temática, como vocês verão, está muito marcada por um universo gótico. Algo de esotérico ronda a sua escrita, a morte, a noite e os seres invisíveis... tudo isso costurado em um formato romântico, bem ao gosto dos poetas malditos de outrora.

Espero que apreciem o teor insólito das poesias.

(Edu)



A Sepultura

se por noite cheia de assombros um bom cristão,
todo apiedado, enterra sob velhos escombros
o teu corpo tao celebrado
na hora em que as límpidas estrelas cerrarem olhos de miosotis
a aranha aqui fará as teias
e a víbora fará os filhotes
ovirás, toda a temporada,
tua fronte condenada,
livros de lobos em solidões
e os dois feiticeiros famintos,
e o dos velhos cheios de instinto
e os viu nos olhos dos ladroes.
(Michel Manson)

***

Na noite sou livre
No vazio de toda noite
Me sinto tão livre, tão liberto
Não preciso mais daquela foice
Agora estou com a mente aberta

A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto
Não tenho medo da morte
(Michel Manson)

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Somos todos poetas

VOCÊ É UM POETA


Somos todos poetas! cada frase, cada verso que escrevemos está o nosso grito de luta. A terra está girando e o tempo está passando, as geleiras dos pólos estão se deslocando e derretendo, o clima está mudando; pequenos seres estão sendo extintos enquanto isso máquinas perfuram em alto mar em busca de petróleo, peixes morrem... doenças surgem... surtos virais... escandalos politícos... ditadura em Honduras... conflitos no Oriente... crise nuclear no Ocidente ... E onde estão os poetas!! ESTÃO COMPRANDO, TRABALHANDO, VIVENDO SUAS VIDAS SEM PREUCUPAÇÃO,COMENDO PIPOCA E ASSISTINDO A SESSÃO DA TARDE...
Vamos poetas! Parem por um momento suas vidas e olhem ao redor, não achem que tudo isso é normal! Vamos escrever uma nova poesia cheia de mudança onde os nossos filhos escreverão versos de luta e não de alienação.

CONVIDO A TODOS QUE COMPAREÇAM DIA 10/10/2009 ás 15hs no espaço cultural Carlos Marighella. centro de Guaianases. na rua do supermercado Carolina.
VENHA SER POETA, VENHA VIVER A ARTE E DELA COMPARTILHAR . "ENCONTRO DE ARTE&LITERATURA "

Ser poeta é ser desprovido de qualquer glamour,
porque o seu brilho está na humildade dos seus
versos
seja ele de uma intelectualidade só ou apenas um
cordel
vai penetrar bem lá no fundo, muito além do papel.

(Jô)

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